Mozarildo Cavalcanti denuncia irregularidades em obras em Roraima

PTB Notícias 5/05/2011, 13:38


Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (04/05/2011), o senador Mozarildo Cavalcanti, do PTB de Roraima, acusou o governador do estado, José de Anchieta Júnior, de apressar obras para obter dinheiro para a campanha eleitoral.

Segundo o parlamentar, vários dos critérios utilizados para medição na obra estão fora dos padrões.

A denúncia do petebista se refere a serviços de engenharia e fornecimento de equipamentos para a interiorização da distribuição de energia em Boa Vista a Rorainópolis.

De acordo com ele, a Companhia Energética de Roraima (CER) obteve empréstimo no valor de R$ 99 milhões para esse fim.

Mozarildo questionou o curto intervalo entre a emissão da ordem de serviço e o pagamento à empresa contratada.

“Verifica-se que em 28 dias após a emissão da ordem de serviço é faturado o valor correspondente a 23% do valor da obra, que é de R$ 64 milhões, dos R$ 99 milhões contraídos com o BNDES”, disse.

“Como o prazo de execução total dos serviços é de 540 dias, em apenas 28 dias faturou-se o equivalente a 121 dias de serviço.

Era uma emergência, o governador tinha de ter dinheiro para a campanha”, acusou, sem citar o nome de Anchieta Júnior.

Segundo o senador, a proposta apresentada pela empresa destoa das regras estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), pois as áreas de desmatamento e de limpeza de faixa, que deveriam ser medidas em hectares, estão indicadas em quilômetros.

E acrescentou que os cabos condutores e os isoladores deveriam ter sido medidos por toneladas e unidades, e não em quilômetros, como na proposta.

De acordo com o senador, o Tribunal de Contas do Estado já está investigando as possíveis irregularidades, mas, na avaliação dele, é preciso que outros órgãos fiscalizem.

“O Tribunal de Contas já encaminhou para inquérito policial, mas eu quero que seja envolvido também o Ministério Público Federal, a Controladoria-Geral da União e todos os órgãos de fiscalização possíveis”, reivindicou Mozarildo Cavalcanti.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Agência Senado