Mozarildo Cavalcanti pede investigação nas obras de recuperação da BR-174

PTB Notícias 16/03/2012, 14:19


A demora na conclusão das obras da BR-174, rodovia que liga os estados de Roraima e Amazonas à Venezuela, foi criticada em Plenário nesta quinta-feira (15/03/2012) pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).

Ele afirmou que quase R$ 1 bilhão foram investidos na rodovia, mas, até agora, o trecho que cruza o estado de Roraima continua inacabado.

Mozarildo afirmou que as obras nessa rodovia merecem uma “profunda investigação policial”, já requerida por ele ao Tribunal de Contas da União, ao Ministério Público Federal e à Controladoria Geral da União.

Segundo o senador, de 1995 até 2011, a estrada já recebeu R$ 758 milhões para sua construção.

Cerca de dois terços desses recursos, R$ 564 milhões, foram liberados de 2007 a 2011, durante a gestão do atual governador do estado, José Anchieta Junior, do PSDB.

Mesmo época, acusou o senador, em que o estado da estrada piorou significativamente.

“É preciso que o Ministério Público Federal investigue isso.

Visivelmente tem corrupção.

Não é possível que uma estrada que tem 719 km já tenha consumido R$ 758 milhões: mais de R$ 1 milhão por quilômetro, e continue esburacada”, argumentou o petebista, reforçando também um pedido de acompanhamento das obras por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Para este ano, salientou o senador, ainda está prevista a liberação de mais R$ 169,5 milhões, o que totalizará R$ 928 milhões destinados à rodovia.

Dinheiro que, na opinião de Mozarildo, não chegou ao seu destino e “ficou” pelo meio do caminho.

“É incompreensível que a rodovia seja fonte permanente de captação de recursos, cada vez maiores, e continue inconclusa”, considerou.

No pronunciamento, Mozarildo também citou edição da revista Brasil Vias, publicada Associação Nacional de Empresas de Obras Rodoviárias, que anuncia a restauração da BR 174.

A reportagem traz informações sobre as licitações para recuperação da rodovia e traz fotos que mostram seu o péssimo estado de conservação.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Agência SenadoFoto: Waldemir Barreto/Agência Senado