Mozarildo cobra ação do governo para libertar brasileiros na Venezuela

PTB Notícias 7/04/2010, 8:25


Sete caminhoneiros brasileiros estão presos há mais de dez dias no presídio de Guaiaparo, na Venezuela, sob a acusação de que as empresas que os contrataram para conduzir a carga não pagaram o imposto devido àquele país.

E as empresas não teriam sido formalmente notificadas pelo governo venezuelano.

Ao fazer a denúncia da tribuna do Plenário, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) cobrou do Ministério das Relações Exteriores uma ação imediata para resolver o problema.

– Enquanto o governo manda helicópteros para pegar reféns da guerrilha das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia], não toma nenhuma atitude para libertar brasileiros que estão presos em condições subumanas.

Talvez não seja tomada nenhuma atitude séria em virtude de Roraima ser um estado pequeno para interessar à nossa chancelaria, ao ministro Celso Amorim e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva – disse Mozarildo Cavalcanti.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Roraima (Fecomércio) encaminhou ofício ao senador solicitando sua intervenção no sentido de sensibilizar o governo a se interessar pelo assunto.

O documento informa que os caminhoneiros presos atuavam legalmente e costumavam transportar calcário e carvão mineral no trajeto Venezuela-Brasil.

Mozarildo Cavalcanti pretende convidar representantes do Itamaraty para explicarem na Comissão de Relações Exteriores os motivos para o governo brasileiro ainda não ter iniciado as gestões para libertar os caminhoneiros.

O senador lembrou que na época em que o Senado discutiu o ingresso da Venezuela no Mercosul ele próprio expressou sua preocupação quanto à insegurança jurídica daquele país.

Em aparte, o senador Raimundo Colombo (DEM-SC) opinou que o episódio da prisão dos brasileiros é reflexo do autoritarismo com o qual o presidente Hugo Chávez comanda a Venezuela.

Ele lamentou que a política externa brasileira seja pautada não pelos interesses do Estado, mas por questões ideológicas e político-partidárias.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações da Agência Senado