Mozarildo comemora Dia do Maçom e defende modernização da maçonaria

PTB Notícias 21/08/2013, 12:32


Em plenário, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) comemorou o Dia do Maçom, na terça-feira (20/8/2013), e defendeu a modernização da Maçonaria.

“Precisamos ser pró-ativos.

Não podemos colaborar tão pouco com a sociedade”, disse em seu pronunciamento.

Mozarildo, que é maçom, foi candidato à presidência do Grande Oriente Brasil, no início do ano, mas perdeu a eleição.

O senador lembrou que o Senado sempre realizava uma sessão solene no dia 20 de agosto, o que não acontece mais, desde que foram aprovadas novas regras que impedem que uma mesma homenagem se repita por três vezes.

Mozarildo contou que a maçonaria moderna surgiu em 1717, na Inglaterra, e depois se espalhou pelo mundo.

A maçonaria brasileira foi organizada em 1797, com lojas em Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ), mas só em 1822 é que a instituição ganhou alcance nacional, colaborando com o momento político do processo de independência do Brasil.

Ele explicou que a maçonaria influenciou o processo de independência “sem uma gota de sangue”, ao contrário do que ocorreu em várias nações vizinhas.

De acordo com o senador, a definição da independência foi feita em uma loja maçônica, em 20 de agosto de 1822, e se tornou pública no dia 7 de setembro do mesmo ano.

Mozarildo disse ainda que a abolição da escravatura e a proclamação da República também tiveram apoio da Loja Maçônica.

Para ele, a história da maçonaria do Brasil é muito bonita.

O parlamentar, no entanto, se disse incomodado com o que chamou de “reclusão” da instituição.

Mozarildo Cavalcanti defendeu uma atualização filosófica e uma maior inserção da maçonaria na sociedade.

O senador negou que a maçonaria tenha “pacto com o demônio” e informou que um candidato a maçom precisa ter a aprovação da esposa e praticar uma religião.

“Na maçonaria, temos católicos, evangélicos e judeus.

Por que não buscamos um entendimento com as religiões? Precisamos de uma maçonaria moderna”, pediu o senador.

Agência Trabalhista de Notícias (NM), com informações da Agência SenadoFoto: Waldemir Barreto/Agência Senado