Mozarildo defende plebiscitos sobre criação de Tapajós e Carajás

PTB Notícias 10/05/2011, 15:34


O senador Mozarildo Cavalcanti, do PTB de Roraima, em discurso no Plenário nesta segunda-feira (09/05/2011), defendeu a realização de plebiscito para ouvir a população sobre a divisão do Pará e a criação dos estados de Tapajós e Carajás.

Provenientes do Senado, os dois projetos de decreto legislativo prevendo os plebiscitos já foram aprovados pela Câmara dos Deputados na semana passada.

Mozarildo lembrou que um dos projetos, o PDL 731/2000, que propõe a criação do estado do Tapajós, voltará à Casa para análise, porque novos municípios foram incluídos na proposta pela Câmara.

O projeto sobre a criação de Tapajós é de autoria do parlamentar petebista e tramitou como PDS 19/1999 no Senado.

A Câmara também aprovou o projeto, do então senador Leomar Quintanilha, que prevê consulta à população do Pará sobre a fundação do estado de Carajás.

O projeto tramitou no Senado como PDS 52/2007.

Em defesa das duas propostas, Mozarildo Cavalcanti rebateu as críticas da imprensa, contrárias à proposta de criação dos estados, por onerar os cofres públicos com novos governadores e parlamentares.

Para o senador, além da classe política, o estado recém-criado também terá novos professores, médicos, representantes da Justiça e outros servidores públicos para melhorar o atendimento à população, que, na maioria das vezes, enfrenta dificuldades pela distância da capital.

“Não há um caso de divisão territorial em que o novo estado tenha sido reincorporado ao de origem por inviabilidade financeira.

Todos se deram bem, tanto o estado do qual nasceu o novo, como o novo estado”, disse o senador.

“Não se pode dizer que os estados que foram desmembrados tenham perdido alguma coisa.

Pelo contrário, puderam concentrar suas ações numa área territorial menor”, explicou.

Segundo Mozarildo, o desmembramento estimula o crescimento e o fortalecimento das regiões.

O senador roraimense ressaltou ainda que os decretos legislativos não criam imediatamente os novos estados, mas apenas autorizam a consulta à população.

“Quem tem de falar sobre o assunto é a população do Pará, não os iluminados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Quem vai decidir é o povo.

“Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Agência Senado