Mozarildo denuncia envio de cartas falsas, em seu nome, para os senadores

PTB Notícias 20/10/2011, 17:28


Lembrando que desde 1983, quando se elegeu deputado pela primeira vez, já lutava pela transformação do então território de Roraima em estado, o senador Mozarildo Cavalcanti, do PTB-RR, denunciou nesta quinta-feira (20/10/2011) no plenário do Senado o envio de cartas falsas aos senadores em seu nome, tratando da redivisão do estado do Pará, uma demanda que, sublinhou, data de 1913.

Mozarildo solicitou investigação à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF).

“A pessoa que escreveu essa carta não me conhece, cometeu erros grosseiros.

A minha assinatura, essa pessoa sequer teve a curiosidade de ver como eu assino para imitar.

Fez uma assinatura grosseira, escrevendo apenas “Mozarildo”, de uma forma que nem sequer parece com a minha caligrafia”, esclareceu o parlamentar roraimense.

Mozarildo disse que defende “de maneira muito tranquila e aberta” a redivisão territorial não só do Pará, mas também do Amazonas e do Mato Grosso, pois totalizam mais de 50% do território brasileiro.

Para o senador, não é possível pensar que desigualdades regionais podem ser eliminadas tendo “estados-latifúndios” com a capital distante das outras cidades.

“Quando assumi a minha cadeira aqui no Senado, em 1999, apresentei um Projeto de Decreto Legislativo [PDL] autorizando a convocação do plebiscito [sobre a redivisão territorial].

Doze anos depois, o Congresso aprovou o PDL que convoca o plebiscito, que será realizado em dezembro.

Não está criando o estado do Tapajós; não está criando o estado do Carajás.

Quem vai criar – se criar – vai ser a população do Pará, que vai dizer sim ou não”, afirmou.

O senador assinalou que, antes da Constituição de 1988, a população não era consultada sobre redivisão territorial, como foi feito com o Mato Grosso, com a criação do estado de Rondônia e com os territórios do Amapá e Roraima.

Agora, frisou, a população será ouvida de forma democrática e decidirá livremente o que deseja.

Ele observou que a discussão sobre o assunto deveria ser feita de forma serena, educada, elevada.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Agência SenadoFoto: Waldemir Barreto/Agência Senado