Mozarildo pede à PGR que investigue liberação de emendas parlamentares

PTB Notícias 24/12/2007, 12:59


O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) anunciou nesta segunda-feira (24/12) que encaminhou à Procuradoria Geral da República (PGR) pedido de investigação sobre a liberação de emendas parlamentares por parte do governo federal.

Ele disse que a representação recebeu 41 assinaturas de parlamentares e que será igualmente encaminhada ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Para o senador, o critério de liberação precisa ser explicitado.

Mozarildo lembrou da denúncia de chantagem do governo federal, feita na época da votação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.

O senador disse que um assessor do Advogado Geral da União, José Antonio Dias Toffoli, telefonou ao seu genro, que é procurador da AGU e está cedido ao governo de Roraima, e o informou que a cessão só seria renovada se o senador votasse a favor da CPMF.

– Os parlamentares do PT gostam de dizer que tudo deve ser tratado de forma republicana.

Eu pergunto: isso é republicano? Isso é corrupção.

Não tem outro nome – afirmou.

O senador revelou que o Advogado Geral da União assinou, no último dia 14, o Ato Regimental nº 8, em que proíbe a cessão de procuradores da AGU a estados que tenham menos de 500 mil habitantes.

Mozarildo observou que a medida atinge apenas o seu genro, pois Roraima é o único estado brasileiro cuja população não chega ao total de 500 mil habitantes.

Para o senador, a medida deveria privilegiar os estados com menos de um milhão de habitantes justamente devido à escassez de técnicos qualificados, problema que não é enfrentado pelos estados mais populosos.

Mozarildo também protestou contra reportagem do jornal Congresso em Foco que o apontou como o quarto senador em número de faltas.

Ele explicou que o tempo assinalado como falta pelo jornal foi empregado em três missões oficiais do Senado.

O senador informou que seu advogado prepara uma ação para retificação da reportagem e ressarcimentos de danos morais contra o jornal.

– Não sou, sob hipótese alguma, um senador ausente.

Ao contrário, essa é a minha única atividade – concluiu o senador petebista.

fonte: Agência Senado