Na Rio+20, Collor diz que evento é “oportunidade única” para o mundo

PTB Notícias 17/06/2012, 20:55


Os legisladores de todo o mundo têm um papel extremamente importante a exercer na defesa do meio ambiente: vigiar o cumprimento de acordos destinados à proteção da natureza e recuperação de áreas degradadas.

Esta foi a tônica de discursos e declarações dos senadores brasileiros ouvidos nesta sexta-feira (15/06/2012) na abertura da Cúpula Mundial dos Legisladores, que integra as atividades da conferência Rio+20.

Em pronunciamento aplaudido por dezenas de parlamentares dos mais de 80 países representados no encontro, o senador Fernando Collor (PTB-AL) chamou a atenção para “o enorme déficit de implementação dos objetivos acordados na Eco 92”, conferência realizada também no Rio de Janeiro há 20 anos.

Citou, por exemplo, a questão da biodiversidade, para ele estratégia necessária a “um país megadiverso como o Brasil”.

Também mencionou os “resultados desalentadores” nas mudanças climáticas e a crise econômica nos países desenvolvidos.

– Se a Eco 92, a qual tive a honra de presidir, atiçou a imaginação das pessoas e espargiu o planeta de esperança para o futuro, com a Rio+20 temos uma oportunidade única de replicar aqueles momentos seminais e superar o paradigma predatório em que hoje vivemos.

Essa oportunidade não pode ser perdida.

Caberá a nós, legisladores deste planeta, monitorar e fiscalizar as ações dos governos na implementação dos compromissos que venham a ser assumidos na Rio+20 – afirmou o senador.

O ex-presidente da República (1990-1992) chamou a atenção para “o nível preocupantemente baixo de consenso” sobre o texto básico da Rio+20, ainda em discussão na reunião preparatória da conferência, que termina nesta sexta-feira.

“Não podemos permitir que problemas de ordem diversa, principalmente nas economias centrais, contaminem as negociações ora em curso”, afirmou o senador, que preside a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.

“Não-retrocesso” Em seu discurso, Fernando Collor (PTB-AL) defendeu ainda a adoção do “princípio do não-retrocesso”.

Esse princípio, explicou, determina que nenhum novo tratado poderá fazer voltar atrás objetivos, metas e direitos acordados anteriormente.

Para o parlamentar, este é o único instrumento disponível para garantir o cumprimento dos compromissos assumidos há 20 anos, na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco 92), por ele coordenada, na condição de presidente da República.

Para senador, “indispor-se contra o princípio do não-retrocesso pode ser considerado um crime de lesa-humanidade”.

A Cúpula Mundial dos Legisladores aconteceu no Rio de Janeiro, concomitante à Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e foi encerrada neste domingo (17/06).

O requerimento para a realização da conferência, aprovado pelo Congresso e depois apresentado à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo governo brasileiro, é de autoria de Collor.

Agência Trabalhista de Notícias, com informações da Agência Senado