Nelson Marquezelli afirma que levará reivindicação de policiais a ministro

PTB Notícias 29/08/2007, 12:46


A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, presidida pelo deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP), vai levar ao Ministério do Planejamento seu apoio para que avancem as negociações sobre a reivindicação dos policiais rodoviários federais de valorizar a categoria e melhorar a prestação de serviços.

Em audiência pública realizada nesta terça-feira (28/8), o deputado Nelson Marquezelli informou ter solicitado ao ministro Paulo Bernardo reunião com um grupo de deputados para discutir o assunto.

Segundo Marquezelli, se a audiência não for marcada até a próxima semana, o ministro será convocado para um novo debate.

As principais reivindicações são a exigência de nível superior para ingresso na carreira, a abertura de 10 mil vagas no quadro de policiais, a recomposição da tabela salarial; a reestruturação da carreira; a adequação e valorização do quadro de servidores administrativos; e uma lei orgânica das polícias da União.

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, Gilson Dias, observou que os 10 mil policiais rodoviários federais não são suficientes para policiar 60 mil quilômetros de estradas e que o número de policiais é o mesmo que em 1998, quando foi criada a carreira.

Já o diretor-geral substituto do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), José Altair Benites, defendeu a necessidade de pelo menos mais 20 mil policiais.

Benites e o coordenador-geral de recursos humanos do DPRF, Sérgio Max Lins, assinalaram que o aumento do efetivo já foi pedido ao Ministério do Planejamento.

Quanto à exigência de nível superior para ingresso na carreira, José Altair Benites ressaltou que a medida irá qualificar melhor a instituição.

Segundo Sérgio Lins, a idéia é aceita pelo Ministério do Planejamento, mas há resistência em outras esferas do governo, especialmente na Casa Civil.

Nesta quarta-feira (29/8) os policiais rodoviários federais realizaram uma mobilização na Esplanada dos Ministérios.

fonte: Jornal da Câmara