Nelson Marquezelli revela que setor marítimo enfrenta crise

PTB Notícias 28/05/2007, 9:28


O deputado federal Nelson Marquezelli, do PTB de São Paulo, revelou estar levando para a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara, que preside, a discussão dos problemas que favorecem a escassez de mão-de-obra especializada para tripular navios de bandeira brasileira e as alternativas para a formação de Oficiais de Marinha Mercante.

Segundo o deputado petebista, o setor encontra dificuldade para a contratação de profissionais qualificados.

O tempo de formação do Oficial de Marinha Mercante é de três anos e a situação tende a se agravar com o aumento da frota de navios da TRANSPETRO e o aquecimento do setor.

“A crise que se abateu no setor marítimo na década de 80 ocasionou uma drástica redução do número de navios mercantes brasileiros em operação, conseqüentemente houve um desestímulo à carreira e evasão de oficiais de Marinha Mercante para outras atividades.

A partir da segunda metade da década de noventa, com o aquecimento do sub-setor de apoio marítimo (embarcações de apoio às atividades petrolíferas off-shore) a situação se inverteu demandando cada vez mais tripulantes ocasionando um descompasso entre oferta e procura”, explicou Nelson Marquezelli.

“O fato é que o número de oficiais formandos é insuficiente para atender as necessidade do setor.

As empresas de navegação marítima são as que mais sofrem com a falta de profissionais, em breve não teremos tripulação para os navios brasileiros de Marinha Mercante, pois os profissionais que permanecem no segmento optam por trabalhar nas empresas de apoio marítimo devido a melhor remuneração e maior flexibilidade de horário.

O regime de apoio marítimo nas operações de Off-shore é de 15 dias embarcado e 15 dias de folga, em terra”, disse o deputado petebista.

“A Marinha de guerra enfrenta o contingenciamento das receitas do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo, prejudicando sua atuação e comprometendo a ampliação do número de vagas nos Centros de Formação.

Vamos buscar a solução através do debate, trazendo os trabalhadores, Marinha, Armadores, empresas de apoio marítimo e portuário, TRANPETRO, entre outros”, concluiu Marquezelli.

Agência Trabalhista de Notícias