Neno Razuk propõe que provas de surdos sejam corrigidas por aptos em Libras

Agência Trabalhista de Notícias 20/08/2019, 9:29


Imagem Crédito: Luciana Nassar/ALMS

Provas de redação e questões dissertativas de concursos públicos, vestibulares e processos seletivos de qualquer natureza realizados por pessoa surda deverão, obrigatoriamente, ser corrigidas por profissional formado em Libras e que a considere como primeira língua. Esta é proposta apresentada pelo deputado estadual Neno Razuk (PTB-MS).

Conforme o texto, os candidatos surdos deverão informar em qual das línguas oficiais do Brasil é alfabetizado, para tanto, as organizadoras dos processos seletivos ou concursos deverão disponibilizar a opção no formulário de inscrição.

“O intuito do projeto é que os candidatos surdos não sejam prejudicados na hora da correção das provas, pois a Libras tem estrutura e semântica próprias e ocorrem muitas diferenças nas construções das frases, diferenciando da língua portuguesa. Daí, a importância de que isso seja levado em consideração na hora das correções”, declarou Razuk.

Para exemplificar, o petebista acrescentou que os artigos, por exemplo, não são utilizados pelos surdos na estruturação frasal da Libras, assim como flexões verbais, entre outras inúmeras diferenças.

Definições

Considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Libras, conforme o Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005.

A Lei 10.436, de 24 abril de 2002, dispõe sobre a Libras e a reconhece como meio de comunicação e expressão das pessoas surdas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2010, Mato Grosso do Sul tem ao menos 107 mil pessoas com algum grau de deficiência auditiva.

Com informações da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul