Néviton defende emprego de cobrador e segurança nos ônibus de Cuiabá

PTB Notícias 15/03/2012, 7:41


O aumento considerável do desemprego no setor e, principalmente, no índice de violência, com ênfase para os assaltos, tende a estar com os dias contados, no transporte coletivo de Cuiabá (MT).

A avaliação partiu do vereador Professor Néviton Moraes (PTB), segundo secretário da Câmara de Cuiabá, ao anunciar que deve ser aprovado em plenário, nos próximos dias, em segunda votação, projeto de lei que torna obrigatória a presença de cobradores, em todos os ônibus coletivos da Capital, inclusive táxis lotação e similares.

“Sem dúvida, está comprovado que o desaparecimento drático e sem aviso prévio da figura do cobrador de passagens, em praticamente metade dos ônibus coletivos de Cuiabá, está provocando uma série de dissabores para o usuário do sistema”, argumenta Professor Néviton.

“Os clientes enfrentam, desde a simples demora no cumprimento do itinerário, porque o motorista cumpre funções de dirigir e cobrar, até a redução substancial na segurança, com inúmeros casos.

Segundo Professor Néviton, o aumento de assaltos e da insegurança, demissão de trabalhadores, aumento da jornada de trabalho e transtornos diversificados para os usuários do sistema são apenas alguns dos problemas gerados pelo fim da presença do cobrador, em dezenas de linhas de onibus coletivos de Cuiabá.

“É nossa tentativa pôr fim, ao menos em parte, às mazelas provocadas pela “extição” dos cobradores de coletivos da Capital.

E, em sendo assim, torna-se imprescindível que as empresas recontratem o cobrador”, afirma o segudo secretário da Câmara de Cuiabá.

Néviton Moraes obaserva que o projeto de lei, que deve ser sancionado pelo prefeito Chico Galindo (PTB), visa defender os usuários do sistema e, também, a segurança dos trabalhadores do transporte.

“O que vemos, no transporte público de Cuiabá, infelizmente, é um total desrespeito a quem paga pelos serviços, ou seja, o usuário, porque as empresas visam o “lucro pelo lucro”, sem levar em consideração quem paga”, justifica Professor Néviton.

O segundo secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal, destaca aina que a classificação de “modernidade”, propagada pelas empresas, para pôr fim à figura do cobrador, na verdade, deve ser vista como mera de ganância capitalista.

“Trata-se de buscar o lucro com o sofrimento alheio e a demissão dos cobradores de ônibus.

É muito ruim, para o usuário e o próprio trânsito de Cuiabá, que o motorista desempenhe múltiplas funções.

O motorista sofre para atender portadores de necessidades especiais, idosos e outros, sendo que, por vezes – ocupado, passando troco, nem percebe a entrada e saída de passageiros pela porta traseira”, critica Professor Néviton, que, na década de 80, foi cobrador de ônibus.

Ele cita que o motorista, também, demora passando troco e, ainda, cria dificuldade para a sua real função.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Portal O Documento