Nilton Capixaba aborda abuso de faturas de energia elétrica em Rondônia

PTB Notícias 13/06/2012, 19:27


O Deputado Federal Nilton Capixaba (PTB-RO), em discurso no plenário na última terça-feira, 12/06, abordou a questão da cobrança abusiva nas faturas de energia elétrica em Rondônia.

Segundo Capixaba, este é sério problema enfrentado pela população: “Na Capital, Porto Velho, a situação é grave e os valores extorsivos”.

“Desde que a Eletrobras Distribuição de Rondônia, do Grupo Eletrobras assumiu o lugar das Centrais Elétricas de Rondônia-Ceron, os problemas tiveram início.

A nova empresa adotou sistema de faturamento equivocado, tendo como base de cálculo a média de consumo anterior.

Um cidadão que pagou em março R$ 104, no mês seguinte a fatura subiu para R$ 120 e em maio extrapolou: R$ 300″, revelou o Deputado.

Segundo ele, o cálculo do quilowatt é feito do valor global, ou seja, somam-se taxas e tributos e de 0,388950 a base de cálculo passa a ser com o quilowatt a 0,504300.

“É a taxa mais elevada de todas as companhias ligadas à Empresa Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por isso a fatura sobe para R$ 156,80.

Estão ligadas a Aneel 64 empresas distribuidoras de energia elétrica em todo o país.

A Eletrobras Rondônia está em 21º lugar com o preço de 0,388950 o quilowatt.

Dados da Aneel do último dia 11 indicam que a Companhia de Eletricidade do Amapátem o custo do quilowatt orçado em 0,19729.

Por que tamanha disparidade?”, questiona Capixaba.

“O povo está sendo prejudicado diretamente pelos seus empregados, no caso a Eletrobras Rondônia, que é uma empresa pública.

O usuário – e dono – deve saber os motivos de pagar um preço tão elevado pela energia elétrica.

Queremos que o Ministério das Minas e Energia adote providências, para que a distribuidora em Rondônia evite utilizar faturamentos excepcionais sem uma comunicação prévia e esclarecedora dos procedimentos.

Também queremos saber se no futuro o que está sendo cobrado de forma abusiva hoje, será revertido para o consumidor”, concluiu o Petebista.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações da Agência Câmara