Novos Ifets suprirão carências do ensino brasileiro, avalia Alex Canziani

PTB Notícias 14/01/2009, 8:05


O ensino profissional e técnico contará em 2009 com um reforço importante.

Foi publicada, no Diário Oficial de 30 de dezembro, a lei que cria a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, os Ifets.

Os Ifets serão formados a partir da integração ou transformação das estruturas de escolas técnicas federais ou Centros Federais de Educação Tecnológica, os Cefets.

A novidade do modelo criado está na possibilidade de o aluno cursar o ensino médio em uma escola pública e, ao mesmo tempo, obter formação profissional.

Jovens e adultos de qualquer escolaridade também terão a oportunidade de se capacitar profissionalmente nos Ifets, que poderão oferecer ainda cursos superiores de tecnologia, engenharia e licenciatura.

Um dos relatores do projeto de lei que criou os Ifets, o deputado Alex Canziani, do PTB do Paraná, avalia que os novos institutos contribuem para suprir uma das principais carências do ensino brasileiro hoje.

“O Brasil tem hoje uma carência de milhares de professores na área de biologia, matemática, química.

Esses Ifets terão a oportunidade de estar formando esse professor.

E também voltado para cursos tecnológicos, para que possamos dar a oportunidade para que, em torno de dois anos, essas pessoas saiam preparadas para o mercado, mas já no nível de graduação.

“, afirma o deputado petebista.

Segundo Canziani, a expansão do ensino profissionalizante pelo governo Lula tem, no Congresso, o apoio de parlamentares de diferentes partidos, inclusive da oposição.

Os institutos deverão destinar metade das vagas ao ensino médio.

Na educação superior, 20% dos cursos deverão se destinar à formação de professores.

Presentes nos 26 estados e no Distrito Federal, os institutos iniciam as atividades com 168 campi.

Em 2010, quando plenamente implantados, serão 311.

Nesse mesmo prazo, de acordo com o Ministério da Educação, as vagas devem ser ampliadas de 215 mil para 500 mil.

Agência Trabalhista de Notícias (com Rádio Câmara)