“O mundo não acabou…o Senado lavou a alma dos brasileiros”

PTB Notícias 13/12/2007, 13:26


Leia abaixo os comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, sobre a derrota do governo na votação da prorrogação da CPMF, ocorrida na madrugada desta quinta-feira no Senado Federal.

Os comentários foram publicados no blog de Roberto Jefferson na internet ( (http://www.

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com/) www.

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com).

E o mundo não acabou.

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(1)Acordei, olhei pela janela e vi, com alívio, que o mundo não acabou, continua girando na mesma velocidade de ontem, mas agora sem a insidiosa CPMF.

Depois da madrugada de ontem quem terá que rebolar é o governo, que muito repetiu que seria o fim do mundo se a contribuição não passasse pelo Senado.

Não passou e, como governo, Lula não pode deixar o mundo acabar.

Mas, verdade seja dita, R$ 40 bilhões não são suficientes para patrocinar todas as tragédias anunciadas pelo terrorismo governamental que ocupou os jornais e a política nos últimos meses.

A derrota da CPMF foi política, não financeira.

O imenso balcão de negócios do governo finalmente amarga uma derrota e o Senado, tão machucado neste ano, presta um importante serviço para a democracia.

E o mundo não acabou.

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(2).

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e nem vai acabar.

Era um governo rico de um povo pobre.

A CPMF de Lula era maior do que o petróleo de Chávez.

E mesmo assim, o mundo continua a girar.

Mãos à obraAo rejeitar a prorrogação da CPMF, nesta madrugada, o Senado Federal lavou a alma dos brasileiros e da cidadania.

O discurso demagógico que tentou contrapor os desvalidos às elites, felizmente, não foi vitorioso – pelo menos, não desta vez.

O governo já fala em cortar investimentos, mas o que se espera é que de uma vez por todas aprenda a administrar o dinheiro público.

E administrar é priorizar investimentos, não distribuir benesses populistas.

Agora, é botar mãos à obra com seriedade e, principalmente, responsabilidade.

Papel de bobo A derrota do governo no Senado começou com o relatório da senadora Kátia Abreu provando a existência de superávit de arrecadação do Tesouro, assim como a possibilidade de remanejamento para atender à saúde pública.

Já a oposição jogou na dissimulação, fingindo aderir à tese de vincular, na integralidade, a CPMF à saúde.

Arrogante, o governo se achou irresistível e fez papel de bobo.

Como dizia a canção, “pra ver você que lobo também faz papel de bobo.

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“A tarefa de cada umO discurso de que não haverá recursos para investir em áreas prioritárias e programas sociais não cola.

O setor produtivo vem fazendo sua parte para melhorar o cenário econômico e ontem mesmo foi anunciado o crescimento do PIB como sendo o maior dos últimos três anos.

As empresas investiram, no terceiro trimestre deste ano, em ritmo três vezes maior que o aumento do consumo.

Só mesmo a carga tributária atrapalha e inibe esses índices, que poderiam, sem seu peso excessivo, ser bem maiores.

Está comprovado, assim, que se deixam o brasileiro investir, ele o faz bem e obtém bons resultados.

Então, o governo que assuma, também, suas responsabilidades, mas que não invente mais tributos estapafúrdios, como a escorraçada CPMF.

Defeito de fabricaçãoA tentativa do governo de prorrogar, até 2011, a CPMF abriu e fechou com erros de Lula, e o meio não foi diferente.

A demora do governo em iniciar o debate, empurrando a votação até os últimos dias deste ano, a insistência em negociar o imposto no balcão do toma-lá-dá-cá, as ofensas àqueles que se opõem ao imposto, repetidamente chamados de sonegadores, e o terrorismo e as ameaças para ganhar pelo medo.

Todos estes erros foram coroados por uma carta de Lula, lida ontem no Senado pelo líder do governo Romero Jucá.

Nela, o Presidente prometia aumentar os repasses do imposto do cheque para a saúde, mas em menor quantidade do que proposto pelo governador tucano José Serra.

O objetivo da missiva era adiar mais uma vez a votação para reabrir as negociações com o PSDB.

Ao invés disso, conseguiu apenas aumentar a tensão no Plenário.

A melhor explicação para tantos tiros do governo saindo pela culatra é defeito de fabricação.