O PT está levando todo mundo de roldão no seu projeto de poder

PTB Notícias 19/09/2011, 14:21


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.

blogdojefferson.

com) nesta segunda-feira (19/09/2011): Tsunami petista (1) Sob a batuta do ex-presidente Lula, o Partido dos Trabalhadores vem urdindo uma reforma política que vai coroar seu projeto de poder, se não eterno, pelo menos extenso.

Mas não é só com a reforma, que tem no financiamento amplo das campanhas eleitorais (público e privado) e no voto em lista sua mais completa tradução; a criação do PSD, que vem sendo costurada com a ajuda de partidos da base, vai matar o DEM e o PR, que não reage, destroçado que foi pelo PT.

Mas não se enganem, vai atingir também o PSDB.

O PT está levando todo mundo de roldão.

Tsunami petista (2)Basta olhar em volta o que o partido fez com várias instituições, se utilizando delas, como com a Polícia Federal, o Ministério Público e entidades de classe.

Para tornar o cenário político ainda mais complexo, as empresas já perceberam que não precisam mais do PSDB para segurar o PT, que hoje é parceiro, companheiro.

E tudo se acerta.

Que não se engane o PMDB, o maior partido brasileiro.

Tenho avisado aqui: o PT dá corda e depois puxa e mata.

Eu fui um que ousaram enfrentar o petismo.

E paguei um alto preço, pois tentaram jogar meu nome na lama, atribuindo-me coisas que não fiz.

Não aluguei minha base, não me deixei vender, não fiz o mensalão.

Ao contrário: denunciei-o aos olhos da Nação.

Cadê o mineirinho?O ano já caminha para o último trimestre, e se tem um senador que ainda não conseguiu um eixo para a sua atuação no Congresso, este se chama Aécio Neves.

Muito se esperava do mineirinho no seu primeiro ano no Senado – além do bom e reconhecido governo que fez em Minas durante oito anos, a derrota de José Serra na disputa presidencial o credenciava para assumir o protagonismo nas hostes oposicionistas.

Nove meses se passaram desde o início de 2011, e Aécio ainda não disse a que veio.

O melhor momento do senador tucano foi na aprovação da PEC(sob grande resistência do governo) que modificava o rito de tramitação das medidas provisórias, mas o projeto se encontra atualmente parado na Câmara.

Dizem que os mineiros “comem quieto”.

No caso de Aécio, está comendo quieto demais.

Semana cheiaParece providencial a semana de eventos programada para a presidente Dilma nos Estados Unidos, culminando com o simbólico discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas – o primeiro a ser feito por uma mulher.

Enquanto Dilma estará sendo tratada com muitos rapapés em Nova York, afinal o Brasil representa 55% do PIB da América do Sul (a presidente é capa da revista “Newsweek” desta semana), no Congresso Nacional os dias prometem ser quentes.

Se, na Câmara, a promessa de votação da Emenda 29 galvaniza as atenções, no Senado a pauta também está recheada de assuntos tão ou mais polêmicos, como o Código Florestal.

Correndo por fora, mas não menos importantes, estão a sessão para a escolha do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) – que tem na mãe do governador Eduardo Campos (PE), Ana Arraes, o nome mais forte – as negociações para votar a Desvinculação de Recursos da União (DRU) na CCJ da Câmara e a tentativa de aprovar a Comissão da Verdade.

A viagem de Dilma, portanto, veio a calhar.

“Ai, minha bursite.

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“A presidente Dilma pisou em solo americano sendo capa da “Newsweeek”.

A reportagem, sob o título “Don’t mess with Dilma” (“Não mexa com Dilma”), aborda seu governo, além de sua história política e pessoal.

A revista aborda ainda o discurso da presidente brasileira na Assembleia-Geral da ONU, descrevendo-o como “positivo e influente para o mundo”.

A mensagem da revista -“não mexa com Dilma? – deve ter causado muita dor de cotovelo em um morador ilustre de São Bernardo do Campo.

Mar de espinhosA vida não anda mesmo fácil para Obama.

Se na semana passada ele conseguiu ganhar alguns pontos com a opinião pública ao assinar a reforma da lei de patentes, para simplificar o processo de concessão de patentes no país (algo que não era feito há 50 anos), nos próximos dias ele será submetido a um novo e difícil teste.

Isto porque o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pretende ingressar nesta semana com pedido para o reconhecimento pleno da Palestina tanto na Assembleia Geral quanto no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.

E já conta inclusive com o apoio do Brasil.

Diante dos protestos que certamente irão surgir na comunidade internacional, principalmente de Israel, não sobrará para Obama outra alternativa a não ser vetar o reconhecimento da Palestina, pois, do contrário, a comunidade judaica nos Estados Unidos se voltará contra ele (com veto de apenas um dos cinco países do Conselho de Segurança, o pedido é considerado rejeitado).

Para Barack, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Ele terá que decidir em qual situação perderá menos.

Boa de brigaA senadora Marta Suplicy está amarrando a boia de salvação de sua candidatura à Prefeitura de São Paulo, veja só, no pescoço de um dos seus principais adversários: no do governador tucano Geraldo Alckmin.

Fustigada por Lula, Marta viu na parceria entre o governador e a presidente Dilma Rousseff a chance de revigorar seu nome, principalmente por ter estado presente (ao contrário de Haddad e Lula) nos eventos em que ficou clara a lua de mel entre a petista e o tucano.

Marta deve ter se lembrado da campanha do ano 2000, em que só conseguiu derrotar Paulo Maluf depois que o tucano Mário Covas, então governador que lutava contra um câncer, colocou a mão no seu ombro e a apoiou firmemente.

Onze anos depois, o adversário está dentro de casa, mas o aliado da hora inclusive participou daquela campanha (Alckmin era o vice de Covas).

Marta está pintada pra guerra, de vermelho, e também de azul e amarelo.

Será que ele é?Dia sim, outro também, surgem notas na imprensa dizendo que o pré-candidato à Prefeitura de SP pelo PMDB, Gabriel Chalita, não vê a hora de assumir o cargo de ministro da Educação de Dilma Rousseff no lugar do petista Fernando Haddad, igualmente postulante à mesma cadeira nas eleições de 2012.

A mudança ocorreria na reforma ministerial que Dilma pretende fazer entre janeiro/fevereiro.

Pode até ser que as informações não sejam verdadeiras, mas enquanto Chalita não vier a público para desautorizá-las, podem ser dadas como tal.

Faz sentido.