“O trabalhador está pagando a conta da crise”, afirma Roberto Jefferson

PTB Notícias 1/05/2009, 12:57


Leia abaixo os comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

blogdojefferson.

com/) www.

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com) nesta sexta-feira, 1º de maio:Trabalhador paga a conta da crise (1) Todo ano, o trabalhador faz um balanço no 1º de Maio.

Neste, não só os brasileiros, mas milhões de trabalhadores em todo o mundo, não têm o que comemorar.

A crise internacional ameaça conquistas sociais obtidas nos últimos anos, período em que o crescimento econômico mundial trouxe impactos positivos sobre os índices de desenvolvimento humano (na América Latina, o PIB vinha crescendo 3% ao ano desde 2005).

Com ela, ressurge o fantasma do desemprego, do aumento da informalidade e do desrespeito aos direitos trabalhistas.

Trabalhador paga a conta da crise (2)Segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a crise internacional vai elevar o número de trabalhadores pobres em todo o mundo, ou seja, aqueles que recebem até dois dólares por dia (cerca de R$ 4,60).

Até 2007, o número de pessoas que viviam nestas condições era de 1,2 bilhão; até o final deste ano, a OIT estima que este número pode saltar para 1,3 bilhão.

Na América Latina, o número de desempregados pode chegar a três milhões (aumento de 1 ponto percentual com relação a 2008 – de 7,3% para 8,3%).

Trabalhador paga a conta da crise (3)Direitos trabalhistas, porém, não precisam de crise para serem desrespeitados.

No Brasil, apesar de termos leis trabalhistas há mais de 60 anos, ignorá-los é prática comum.

Faz tempo que jornalistas, por exemplo, deixaram de ter carteira assinada (o que dizer então de milhões de outros trabalhadores espalhados por este Brasil afora?).

Um grande número deles, principalmente em Brasília, é pessoa jurídica, sem direito, portanto, aos benefícios previstos em lei (férias, 13º, FGTS etc.

).

Mas observem, é só falar em crise, qualquer uma, que aparece uma penca de especialistas defendendo a “flexibilização” das regras que protegem os que trabalham.

Além do emprego, é preciso garantir direitos.

A cada ano, morre mais um pouco o simbolismo do 1º de Maio.