Para Alex Canziani, principal missão é aproximar o Paraná da União

PTB Notícias 3/02/2011, 2:56


Em uma legislatura que começa diante de novas gestões nos palácios do Planalto e Iguaçu, a bancada paranaense no Congresso Nacional tomou posse na última terça, 01/02, com o desafio de harmonizar a relação entre estado e União.

Nos últimos anos, o Paraná tem perdido espaço na divisão dos recursos federais, em especial na execução das emendas coletivas.

Em 2009, as propostas de investimentos da bancada foram as que tiveram menor volume de autorização e de empenho na comparação com todos os vizinhos das regiões Sul e Sudeste.

Entre os R$ 91,2 milhões autorizados para o estado naquele ano, apenas R$ 23,2 milhões foram empenhados.

Os valores foram, respectivamente, 79% e 93% inferiores aos destinados aos gaúchos (R$ 444,2 milhões e R$ 350,2 milhões).

Ou seja, para cada R$ 1 reservado no orçamento da União em emendas coletivas para os parlamentares paranaenses, havia R$ 15 para os do Rio Grande do Sul.

Ambos os estados, contudo, possuem quase a mesma representatividade no Congresso.

São 34 gaúchos (3 senadores e 31 deputados) e 33 paranaenses (3 senadores e 30 deputados).

Na comparação proporcional entre tamanho de bancada e execução das emendas, o Paraná também perdeu para estados com menos congressistas, como Espírito Santo e Santa Catarina.

Coordenador da bancada paranaense nos últimos dois anos, o deputado Alex Canziani (PTB) garante que haverá mais entrosamento a partir deste ano.

“Dá para sentir uma diferença na postura do governador Beto Richa (PSDB).

Dependerá dele comandar esse movimento e dar a linha das ações estruturantes que o estado precisa”, diz.

ObrasCanziani explica que a integração entre governo e bancada será fundamental para emplacar projetos de interesse do Paraná no Plano Plurianual (PPA) do orçamento da União, que englobará as obras estruturantes com custo acima de R$ 20 milhões a serem realizadas nos próximos quatro anos.

A proposta será fechada no segundo semestre.

“O último PPA praticamente só contou com sugestões dos parlamentares”, conta.

Segundo o deputado, já estão previstas reuniões com Beto Richa e o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, para discutir prioridades.

O problema, no entanto, será au­­mentar a destinação de recursos para o estado às vésperas do ajuste fiscal que deve ser promovido pela presidente Dilma Rousseff (PT) até março.

“Todos sabemos que será um perío­do difícil”, avalia o deputado Reinhold Stephanes (PMDB), que chega ao sétimo mandato na Câmara.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações da Gazeta de Maringá