Para Auricchio, abertura de hospital coroa plano de gestão em São Caetano

PTB Notícias 30/12/2013, 7:00


O ex-prefeito de São Caetano (SP) e atual secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude de São Paulo, José Auricchio Júnior (PTB), avaliou que o anúncio feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) de que o Estado vai bancar metade do custeio do Hospital São Caetano “coroa” trabalho iniciado em 2011, no penúltimo ano de sua gestão à frente do Palácio da Cerâmica (nas gestões 2005-2008 e 2009-2012).

A revelação foi feita pelo tucano em visita à sede do Diário, na última semana.

“Coroa um projeto que vai, de fato, promover a reabertura total do Hospital São Caetano.

Vai ser um hospital no modelo de retaguarda que vai ajudar muito o Grande ABC.

Felicito a decisão do governador nesse aspecto, a decisão do secretário de Saúde, David Uip.

Felicito também o Consórcio (Intermunicipal), que foi protagonista dessa discussão já há algum tempo.

Acho que é vitória de toda a região e todos os municípios ganham, São Caetano em especial”, declarou o ex-prefeito.

Antiga mantenedora do equipamento, a Sociedade Beneficente Hospitalar São Caetano encerrou as atividades do hospital em agosto de 2011 por conta de dívida de R$ 60 milhões.

Na época, o prédio foi avaliado em R$ 12 milhões.

Desde então, a administração Auricchio passou a estudar caminhos jurídicos para resgatar o local e, em fevereiro de 2012, as portas foram reabertas.

“O projeto começou na nossa gestão quando reabrimos o Hospital São Caetano.

Aquele espaço iria virar um shopping, um prédio.

Tudo, menos um hospital.

Vencemos etapa importante (na época).

Agora, vencemos outra e assim se faz a construção de uma sociedade mais justa e melhor”, considerou Auricchio.

O Hospital São Caetano tem seis andares e 152 leitos.

Em seu mandato, o ex-prefeito conseguiu reativar o primeiro andar e local passou a funcionar como ambulatório.

A briga para resgatar a capacidade completa do equipamento nasceu no Consórcio.

Diante da necessidade de um hospital de retaguarda (modelo que privilegia pacientes com longas internações) para desafogar os leitos de prontos-socorros da região, o colegiado de prefeitos optou por pleitear investimentos no espaço são-caetanense.

A investida do Consórcio foi para que o local fosse equipado, revitalizado e mantido em parceria do Estado e União.

Ainda não existem estudos sobre o custo para recuperação e de custeio.

O débito de R$ 60 milhões e as questões jurídicas com a antiga mantenedora do hospital ainda estão pendentes.

O passivo deve ser assumido por umas das esferas ou em parceria.

* Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do portal O Diário do Grande ABC