Para Campos, Uber abre portas para serviço sem nenhum controle

PTB Notícias 4/08/2015, 8:45


A Assembleia Legislativa de São Paulo retornou os trabalhos nesta semana e vai debater dois projetos de lei que tratam sobre a proibição do aplicativo Uber, serviço de busca de transporte de passageiros em carros particulares e que tem causado polêmica entre taxistas do Estado.

Os deputados Campos Machado (PTB) e Igor Soares (PTN) são os autores das matérias.

Sindicato dos taxistas de São Paulo trava briga judicial contra responsáveis pelo aplicativo, alegando que o serviço não tem regulamentação nem paga impostos devidamente.

Vários protestos foram organizados.

Nos últimos meses, a Prefeitura de São Paulo passou a fiscalizar e multar motoristas usuários do Uber.

“É uma economia que tem a aparência de ser mais justa.

Mas não.

O serviço sem controle pode custar muito mais caro.

Os carros podem estar com documentação irregular e pneus carecas e os motoristas sem nenhum tipo de preparo.

Sem falar que pode ser um espaço para a bandidagem”, justificou Campos Machado, ao propor o projeto inspirado em proposta do vereador paulistano Adilson Amadeu (PTB) e já aprovada na Câmara Municipal.

“Existem serviços que são regulamentados pelo poder público, pois envolvem a segurança das pessoas e a qualidade dos trabalhos prestados.

“Para Campos, essa tecnologia abre portas para serviço que não tem nenhum controle.

“Os serviços de táxi são regulamentados por lei federal e controlados pelas prefeituras.

Os táxis são fiscalizados e os motoristas passam por treinamento.

Isso garante um serviço com qualidade e com valor justo pela bandeirada”, citou o petebista.

“Este profissionais registrados no aplicativo não são cadastrados nem autorizados pelo Estado nem pelas prefeituras para exercerem a função.

Logo, estão trabalhando de forma ilegal e prejudicando a categoria dos taxistas, devidamente autorizadas para atuar com transporte privado e que recolhem os impostos previstos em lei”, sustentou Igor Soares.

Responsáveis pelo Uber defendem o aplicativo dizendo que o compromisso é oferecer alternativa segura e confiável de transportes.

Também têm alegado que o serviço é opcional, que o cidadão utiliza se quiser e que é fruto de avanço da tecnologia.

Pelo aplicativo de celular, os passageiros podem avaliar os motoristas.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do Diário do Grande ABCFoto: Vera Massaro/Alesp