Para deputado Alex Canziani (PR), falta formação profissional no campo

PTB Notícias 29/03/2012, 7:38


A presidente Dilma Rousseff lançou o Programa Nacional de Educação no Campo (Pronacampo).

O programa tem o objetivo de formar agricultores em universidades e em cursos técnicos para que apliquem os conhecimentos adquiridos em ações para aumentar a produtividade nas pequenas propriedades e garantir a distribuição de renda.

“Estamos apostando que essa geração e, sobretudo, que uma outra geração vai se beneficiar com tudo isso, mudando a feição do campo brasileiro, garantindo que ele será um local digno de se morar”, disse a presidente.

O deputado Alex Canziani (PTB-PR), presidente da Frente Parlamentar da Educação e membro da Comissão de Educação da Câmara, destaca as diferenças do programa voltado para educação no campo.

“Atualmente o material didático dos programas de educação das cidades é igual ao material do campo.

Só que a realidade de ambos é completamente diferente, portanto os programas têm que ser diferentes.

O Pronacampo é exclusivo para os alunos da zona rural.

Sabemos que no campo a falta de infraestrutura é gritante, há professores com baixa qualificação e consequentemente falta formação profissional para os jovens do campo.

Então, o programa do Governo Federal vem de encontro a essas necessidades.

Precisamos viabilizar estas metas para mantermos os nossos jovens no campo.

É melhor para o país.

No entanto, precisamos dar condições para que estes jovens não migrem para as grandes cidades.

E o Pronacampo vai dar este suporte permitindo que as pessoas permaneçam no campo”, destacou Canziani, o deputado da educação.

O Pronacampo vai oferecer apoio técnico e financeiro aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios para implementação de políticas de ensino voltadas para escolas rurais e de áreas onde vivem quilombolas.

O programa está dividido em quatro eixos: gestão e práticas pedagógicas; formação de professores; educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica; e infraestrutura física e tecnológica.

As metas estão previstas para o período 2012-2014.

Segundo dados do Ministério da Educação, 23,18% dos que vivem no campo e que têm mais de 15 anos são analfabetos, e 50,95% não concluíram o ensino fundamental.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Portal União