“Para nós, do PTB, justiça social é dinheiro no bolso do trabalhador”

PTB Notícias 9/01/2011, 14:16


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

blogdojefferson.

com/) www.

blogdojefferson.

com) neste domingo (09/01/2011):Justiça é dinheiro no bolso Ao fixar o valor do salário mínimo em R$ 540, Lula cometeu um erro, e terminou seu mandato estabelecendo um reajuste que fere a Constituição, no artigo que garante a manutenção do poder de compra do salário.

Lula concedeu reajuste de 5,88% ao mínimo, menor do que a inflação oficial de 5,91%.

A inflexibilidade de Lula contrariou sua trajetória de lutas.

Se Dilma não reverter este erro, fixando o mínimo em um valor que corresponda às expectativas do povo, irá trair seu eleitor.

Para nós, do PTB, justiça social é dinheiro no bolso do trabalhador.

No salário mínimo, Lula perde de FHCA curva histórica dos reajustes do salário mínimo nos últimos 16 anos confirma que Lula traiu sua trajetória de lutas em defesa do trabalhador (assim como, pelo menos em relação ao salário mínimo, ele não pode falar que foi um presidente como “nunca antes na história do País”).

Contando o último reajuste, que elevou o salário para R$ 540, o mínimo na era Lula foi reajustado em um total de 170%, saltando de R$ 200 para o valor que está sendo discutido neste começo de 2011.

Já na era FHC, o salário mínimo foi reajustado, em oito anos, em 186%, passando dos R$ 70 de 1995 para R$ 200 no final de 2002.

Para ultrapassar FHC, o salário mínimo de Lula teria que ser estipulado em R$ 580, exatamente o valor que o PTB, assim como as centrais sindicais, está reivindicando.

Onde estão os tucanos?E por falar em FHC, o PSDB, que chegou a propor um mínimo de R$ 600 durante a campanha eleitoral, desapareceu neste começo de ano desta discussão sobre o reajuste.

Por onde andam os líderes do PSDB?Pau que bate em Chico, bate em FranciscoDiz o jornal O Globo que a presidente Dilma vai se empenhar para aprovar o quanto antes projeto que cria a Comissão da Verdade, destinada a apurar violações aos direitos humanos ocorridas durante o regime militar.

De acordo com O Globo, o Palácio do Planalto quer que a Comissão da Verdade identifique os torturadores, mesmo que não se possa puni-los, devido ao alcance da Lei da Anistia.

De sua parte, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, também já entrou no debate, e vem defendendo que a Comissão investigue não só as ações patrocinadas pela ditadura, mas também a atuação de grupos da esquerda armada que tentavam derrubar o regime.

Está certo o ministro.

Tal comissão só terá respaldo em sua função de esclarecer fatos históricos se investigar todos os lados envolvidos, não só o das Forças Armadas mas também as ações empreendida por grupos de guerrilha.

Revisão unilateral, como quer a esquerda, tem outro nome: paredão.

Aqui, como lá.

.

.

O desejo irrefreável por reparações históricas me fez relembrar uma decisão tomada há alguns anos na África, que mostra aonde podem chegar as ações que buscam a revisão de momentos da história.

Aconteceu no final do século passado, quando uma tal Comissão da Verdade do Mundo Africano para Reparações e Repatriamento, reunida na cidade de Acra, capital de Gana, aprovou uma exigência de reparação por parte de todas as nações da Europa ocidental e das Américas – assim como de instituições – que participaram e se beneficiaram do comércio de escravos e do colonialismo.

A quantia sugerida como compensação adequada pela Comissão da Verdade africana bateu na casa dos US$ 777 trilhões, baseada no número de vidas humanas perdidas pela África durante o comércio de escravos.

Apesar da ONU ter visto com bons olhos o pedido de reparação, as nações ocidentais, até mesmo pela irreal quantia reivindicada pelos africanos, acabaram por tomar medidas mais simbólicas – como pedidos de desculpas e perdão a pequenas dívidas de algumas nações – do que de reparação financeira.

Espera-se que por aqui a Comissão da Verdade não tenha sua congênere africana como parâmetro.

Movimento dos Sem CargosMal o ano começou e o Movimento dos Sem Terra realizou invasões e ocupações de fazendas no interior de São Paulo, sob o argumento de que é preciso “pressionar o novo governo para que o mesmo acelere a reforma agrária no País”.

Ao iniciar sua jornada de ações de 2011, os líderes do movimento, em carta aberta à sociedade, fazem ameaças: “Ou faz a reforma agrária, ou o bicho vai pegar.

” Desconfio que o bicho está pegando mesmo porque o chefão do MST, João Pedro Stédile, não foi convidado para a posse de Dilma, e também por conta da “reforma agrária” que está sendo feita pelo novo governo nos postos comandados por lideres do movimento em repartições do INCRA espalhadas por todo o País.