Pastor Luiz Carlos Rodrigues critica Prefeito de Bauru e falta de ação

PTB Notícias 28/02/2009, 8:57


O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Pastor Luiz Carlos Rodrigues Barbosa (PTB), rebateu ontem as informações prestadas pela administração municipal a respeito das despesas com a estrutura da Secretaria das Administrações Regionais (Sear) e avaliou que o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) precisa deixar o palanque eleitoral e mostrar ações de curto e médio prazo.

Conforme o presidente da Câmara, para compreender a crítica institucional da presidência a respeito da nomeação “sem critério e sem justificativa dos cargos da Sear é preciso levar em conta o significado desta medida para uma cidade cheia de prioridades que continuam esperando na gaveta da prefeitura”.

Luiz Carlos Barbosa rebate que o custo da estrutura de cargos nomeados para a Sear não é somente aquele informado pela prefeitura ao JC na edição de ontem (R$ 13,7 mil mensais para 10 cargos comissionados).

Em levantamento feito pelo Legislativo, as nomeações somariam despesas mensais de R$ 25,6 mil, contando a função do secretário Cláudio Gomes com encargos.

“E não foram incluídos na conta eventuais despesas com plano de saúde ou outros benefícios concedidos, nem salários de funcionários cedidos para a Sear”, argumenta Barbosa.

Na avaliação do presidente, a administração Rodrigo Agostinho (PMDB) tem de sinalizar para toda a sociedade o plano de ação emergencial e as principais medidas de curto e médio prazo, “já que as ações de longo prazo ainda dependem da viabilização junto a terceiros, como os programas previstos com o governo federal que foram elencados durante o processo eleitoral”.

Tendo em vista que o governo completa dois meses neste final de semana, o petebista coloca que “o governo municipal está visitando a todos, conversando com todos, mas sem definir para onde vai e o que será feito”.

O presidente do Legislativo ainda menciona que a administração aceitou a imposição pelo Estado de receber mais de 2.

000 alunos de forma improvisada, não questionou a medida e nem se preparou para tanto desde a fase de transição de governo – que na prática não existiu – e ainda não soltou a licitação para a anunciada pavimentação de pelo menos 400 quadras.

“O governo disse que vai destinar metade dos R$ 23 milhões em caixa para o fundo de infra-estrutura, mas já completou dois meses e não abriu a licitação.

O governo tem de sair do palanque eleitoral e apresentar para a sociedade suas ações, até para que a gente possa, através do Legislativo, opinar, colaborar, discutir e apontar caminhos”, ampliou a nota.

Para Pastor Luiz Carlos, o Executivo informou que tem o planejamento das secretarias pronto, mas não se percebe que tenha conseguido avançar nas ações que estão guardadas no gabinete.

“O caso da Sear, portanto, mostra completa inversão de prioridade.

É a decisão do prefeito de bancar politicamente a nomeação de uma estrutura que o próprio governo confirma que não funciona, que só terá condições de atuar como administração regional em 2010.

Inverte a realidade e começa por onde não é prioridade”, finaliza.

A assessoria de imprensa da prefeitura comentou ontem que a informação apresentada ao JC refere-se somente ao custo dos salários, conforme solicitação, e não da despesa total da pasta.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações do Jornal da Cidade de Bauru