‘PCdoB e UNE, a marcha pelo capital’, artigo do presidente da JPTB

PTB Notícias 14/05/2013, 12:32


Leia abaixo o artigo “PCdoB e UNE, a marcha pelo capital”, do presidente nacional da Juventude do PTB, Adriano Stefanni.

PCdoB e UNE, a marcha pelo capital A edição da revista Veja que circulou no último dia 11 de maio revelou que militantes do PCdoB foram responsáveis por operarem um esquema de fraudes no programa habitacional do governo Dilma Rousseff, o “Minha Casa, Minha Vida”.

Os comunistas, que por definição são inimigos do capital e da propriedade privada, e que lutam “contra a exploração capitalista” com objetivo de conquistar o poder para o proletariado, capitanearam um esquema que pode ter irrigado os bolsos de alguns camaradas com o dinheiro desviado das casas populares, uma empreitada que faria inveja até aos mais selvagens capitalistas.

Segundo “Veja”, os militantes do PCdoB fundaram um conjunto de empresas de papel, e a partir da obtenção de informações privilegiadas, fraudavam licitações e ganhavam contratos com prefeituras para execução do programa.

Depois, cobravam propina para repassá-los a pequenas empreiteiras, que eram subcontratadas para construir as casas populares do Minha Casa, Minha Vida.

O negócio, que está sendo investigado pela Polícia Federal, não prosperou porque houve um desentendimento entre os sócios das empresas de fachada, que levou a uma disputa judicial em torno do faturamento milionário da empreitada comunista: coisa de R$ 12 milhões.

Esta não é a primeira denúncia que atinge membros do PCdoB, tanto neste como no governo anterior.

Até mesmo um ministro filiado ao partido já foi demitido por conta de fraudes no programa governamental que beneficia crianças por intermédio do esporte (Programa Segundo Tempo, do Ministério dos Esportes).

Mas os problemas que envolvem corrupção e mau uso do dinheiro público por partidários do PCdoB não se resumem apenas aos camaradas da agremiação.

Também o braço auxiliar do partido junto aos estudantes – a UNE (União Nacional dos Estudantes) – tem sua cota de episódios nebulosos e verbas mal explicadas.

Se ao longo de quase 70 anos a UNE marcou presença nos principais acontecimentos políticos, sociais e culturais do Brasil, participando ativamente da luta pelo fim da ditadura do Estado Novo, contra o regime militar, a favor das “Diretas Já” e pelo impeachment do então presidente Collor (em 1992), na última década a entidade se conformou em ser uma força auxiliar do governo, além de um reduto do PCdoB.

Desde a ascensão de Lula ao poder, em 2003, a UNE age como um órgão chapa-branca, apoiando todas as iniciativas administrativas e políticas do governo federal.

Pelos serviços prestados ao Poder Executivo, por ter se tornado uma entidade que protesta apenas a favor, e que se interessa apenas por ser uma fábrica de identidades estudantis, a União Nacional dos Estudantes, além de receber dezenas de milhões em repasses de convênios com órgãos da administração pública, foi agraciada por Lula com uma verba milionária para construção de sua nova sede.

A construção, uma antiga reivindicação da entidade, já teve sua pedra fundamental lançada, em dezembro de 2010, e foi motivo de uma estrondosa festa da entidade, em agosto de 2012, para anunciar o início da obra.

Quem passa pelo terreno da Praia do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, entretanto, não vê quase sinais de que no local subirá um edifício de 13 andares, para o qual o governo já liberou R$ 30 milhões.

O projeto da nova sede da entidade que um dia representou os estudantes brasileiros foi desenhado e doado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Em seu esboço, Niemeyer projetou duas salas de cinema, teatro, museu da memória do movimento estudantil, biblioteca, livraria e café.

E a diretoria da UNE ainda fala em alugar alguns andares do prédio para grupos empresariais, como forma de financiar os custos de manutenção do edifício.

Mas nada disso ainda pode ser visto por quem passa pelo famoso número 132 da Praia do Flamengo (mesmo local onde foi incendiado, em 1.

º de abril de 1964, a antiga sede da entidade).

Embora a construção seja apenas uma projeção, os comunistas que dominam a UNE ainda requisitam do governo outro prometido repasse de verbas, no valor total de R$ 14 milhões.

E se defendem afirmando que uma parte das verbas recebidas do governo têm sido gastas em “congressos e bienais da cultura”.

Diante da demora na construção do prédio, apesar de já terem sido liberados os recursos a este fim, e diante do recente histórico de denúncias de fraudes com uso de dinheiro público por membros da UNE e também do PCdoB, partido em que militam os principais dirigentes estudantis do País, cabe a indagação: por que o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União ainda não investigaram o destino do dinheiro que seria empregado na construção da nova sede da União Nacional dos Estudantes? Recentemente, uma investigação do Ministério Público apontou indícios de irregularidades graves em convênios do governo federal com a UNE, que recebeu milhões em repasses de órgãos da administração pública para capacitação de estudantes e promoção de eventos culturais e esportivos.

Os procuradores do Ministério Público identificaram o uso de notas fiscais frias para comprovar gastos.

E detectou que parte dos recursos liberados pelo governo federal foi usada na compra de cerveja, vinho, cachaça, uísque e vodca, búzios, velas, celular, freezer, ventilador e tanquinho, além do pagamento de faturas de energia elétrica, dedetização da sede da entidade, limpeza de cisterna e impressão do jornal da UNE, entre outros gastos.

Será que o dinheiro para construção do prédio na Praia do Flamengo estaria se esvaindo no ralo, junto com as bebidas que embalam os congressos da entidade?Com a palavra, os camaradas da União Nacional dos Estudantes.

Adriano Stefanni, presidente nacional da Juventude do PTB