Pedro Fernandes: acordo com quilombolas pode permitir expansão da Base de Alcântara

PTB Notícias 8/06/2017, 11:32


Imagem Crédito: Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1496957364287{margin-bottom: 0px !important;}”]Em audiência pública sobre o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizada a pedido do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), na quarta-feira (7), foi anunciado que, ainda no mês de junho, deve ser resolvida uma questão fundiária na região da base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão, e que impede sua expansão. A área contém 156 comunidades quilombolas. A questão se estende há décadas.

Por sua localização geográfica, o CLA gera uma economia de 30% no combustível para lançamentos de satélites. Está no horizonte a assinatura de um acordo de salvaguardas com os Estados Unidos para permitir a ampliação do uso de Alcântara. Mas, para isso, há necessidade de expansão da área ocupada pelo centro.

Do total de 62 mil hectares destinados ao CLA há mais de 30 anos, o complexo ocupa 8.700 hectares. Para expandir seus projetos, há necessidade de pouco mais de 12 mil hectares. As comunidades quilombolas ocupariam dois terços da área total.

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados discutiu, na quarta-feira (7), a importância e a potencialidade do Centro de Lançamento com representantes da Aeronáutica e da Agência Espacial Brasileira.

Acordo

A questão fundiária que envolve os quilombolas em Alcântara é discutida há mais de 30 anos. Mas, na opinião de Rogério Luiz Verissimo Cruz, a solução está próxima. “Defendemos que fossem realocados e nós criaríamos as entradas de acesso ao mar para que eles pudessem continuar tendo este contato com o mar, atividade pesqueira, isso fora de momento de lançamento. Entendemos que é uma solução adequada e, agora, a solução final está para a Casa Civil da Presidência da República. Queremos reunir agora em junho com a Casa Civil para bater o martelo”, disse.

Mercado

O deputado Pedro Fernandes afirmou que não dá para abrir mão de um mercado que se expande 5% ao ano. Segundo ele, o setor aeroespacial movimenta 330 bilhões de dólares. “Se o Brasil conseguir 5%, 10% desse mercado, já é algo interessante para geração de emprego e criação de tecnologia no Brasil.”

O Centro de Lançamento de Alcântara atualmente está com 97 operações de lançamento em andamento. Há quatro operações previstas para este ano. Uma para esta quinta-feira (8), as outras para setembro, outubro e dezembro. Desde que foi criado, o Centro de Lançamento de Alcântara já lançou 475 foguetes.

Baixo investimento

O diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial do Comando da Aeronáutica, brigadeiro do ar Carlos Augusto Amaral, apontou outros problemas para a área de ciência e tecnologia da Aeronáutica: o deficit de 1.400 funcionários numa equipe que deveria contar com cerca de 5 mil profissionais.

Para piorar, um servidor novo leva até quatro anos para adquirir o conhecimento de quem se aposentou. Até 2020, ele afirma que vai ter menos de um terço do efetivo que precisa para desenvolver os trabalhos.

Com o baixo número de funcionários, está em negociação um acordo de cooperação técnica entre o centro de lançamento, o ITA, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, e a Universidade Federal do Maranhão.

O Brasil investe 0.006% do PIB em programas espaciais e está atrás da Argentina, que investe dez vezes mais recursos.

Com informações da Agência Câmara Notícias[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]