Pedro Fernandes defende revitalização do Projeto Rondon para integrar realidades do Brasil

Agência Trabalhista de Notícias - 9/11/2017, 7:55

Crédito: Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados

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Ao destacar o papel do Projeto Rondon na integração nacional, o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) afirmou ser necessário trabalhar para que o programa volte ao seu apogeu, como na década de 70, quando estudantes de todas as regiões participavam da iniciativa e prestavam serviços voluntários em todo o Brasil.

Pedro Fernandes e o deputado Alex Canziani (PTB-PR) foram os autores do requerimento para a realização de sessão solene na Câmara dos Deputados, ocorrida em 24 de outubro, em homenagem aos 50 anos de existência do Projeto Rondon. Também o indicaram, no ano passado, para o prêmio Darcy Ribeiro de Educação.

“Muito me admirava, na década de 70, a integração que o projeto fazia do Sul com o Nordeste, do Centro-Oeste com o Norte, jovens conhecendo o Brasil. Um dos problemas do nosso país é que as realidades de cada região não são conhecidas. Por isso, procuro trabalhar no Congresso Nacional para colocar recursos do Orçamento no Projeto Rondon, para que haja essa integração”, explicou Pedro Fernandes.

O parlamentar argumentou que é possível aumentar as verbas destinadas à iniciativa, mesmo que o governo esteja em fase de cortes no Orçamento, desde que o país decida que a educação é prioridade.

“O país que não tiver uma boa percepção de sua educação e de sua ciência e tecnologia, está fadado a ter um futuro difícil. Precisamos cortar gastos, mas a educação precisa ser mais reconhecida. Também precisamos melhorar a gestão e estabelecer metas políticas”, avaliou.

Projeto

O Projeto Rondon é uma ação coordenada pelo governo federal e realizada por universitários em regiões de baixa condição socioeconômica. A primeira edição do projeto durou 22 anos, de 1967 a 1989, período no qual predominou a ditadura militar. Na Nova República, foi encerrado, mas retomado em 2005 a pedido da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Originalmente, foi criado como uma oportunidade para universitários voluntários contribuírem, durante as férias, para o desenvolvimento de comunidades carentes no Estado de Rondônia.

Em julho de 1967, a Operação Zero, que deu origem ao projeto, partiu para Rondônia com dois professores e 30 alunos voluntários das universidades do Estado da Guanabara (atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro), da Universidade Federal Fluminense e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

O grupo realizou, durante 28 dias, levantamento, pesquisa e assistência médica no território. Na volta, alunos e professores decidiram dar continuidade ao trabalho desenvolvido nas comunidades beneficiadas. Em 1968, as atividades se estenderam ao Mato Grosso e à Amazônia, com a adesão de 648 jovens.

Hoje, o projeto é subordinado ao Ministério da Defesa, embora a articulação com outros ministérios garanta a essência do projeto, que é o encadeamento entre vários campos do conhecimento, como saúde, saneamento e meio ambiente, entre outros.

Com informações da assessoria da Liderança do PTB na Câmara dos Deputados