Petebista afirma que feitiço pode virar contra o feiticeiro em Santo André

PTB Notícias 11/03/2009, 8:00


O prefeito petebista Aidan Ravin, de Santo André (SP), concedeu nesta terça-feira (10/03) uma entrevista ao jornal Repórter Diário, sobre a denúncia protocolada contra ele no Ministério Público pelo Partido Trabalhista, por suposto crime eleitoral.

Confira abaixo o texto na íntegra: Diário – A bancada do PT entrou com representação na Justiça por suposto crime eleitoral que o sr.

teria cometido durante a campanha.

Como recebeu essa notícia?Aidan Ravin – Vejo somente uma coisa.

É muito fácil fazer um BO.

Qualquer um pode ir à delegacia e fazer um BO contra qualquer pessoa.

Neste caso, quando começaram a falar desse BO, entramos em contato com essa pessoa (Paulo Henrique de Paula Santos) para verificar a veracidade da situação.

Descobrimos, inclusive, que foi feito um distrato.

É preciso esclarecer os fatos.

É muito deselegante por parte da bancada do PT não aceitar a derrota eleitoral e partir para a tentativa de querer inventar uma situação por causa de um BO já desfeito.

Falar de depósitos a pessoas próximas a mim também.

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Gostaria muito que quem falou isso realmente mostrasse as provas, os depósitos, pois fiz uma campanha difícil na cidade inteira.

Todos viram.

Diferentemente da campanha do PT, que deixou claro que existia fartura na apresentação de recursos na cidade, tanto com pessoal quanto com material.

Queria que toda população prestasse muita atenção, pois o feitiço pode virar contra o feiticeiro.

Em momento algum levantamos algo contra eles, e agora estão inventado essa história para aparecer na mídia.

Se descobrisse que alguém próximo a mim tivesse recebido um depósito para a campanha e não tivesse repassado, ficaria extremamente irritado e chateado, pois passei dificuldades grandes e não pude fazer campanha como queria.

Mas não acredito que alguém da minha confiança tenha extraviado dinheiro.

Diário – Há possibilidade de o sr.

pedir para que todos os secretários abram os sigilos bancários e telefônicos, como sugere o PT?Aidan – Por causa de um BO? Sem apresentação de nada concreto? Isso tem de ser um pouco mais sério.

Eles têm coragem de fazer isso nas contas deles, das pessoas que participaram da campanha? Estamos muito tranquilos em fazê-lo, desde que a Justiça peça e seja para ajudar na investigação.

Caso contrário, não há sentido.

Diário – O sr.

pretende tomar alguma medida legal contra a bancada do PT?Aidan – Não preciso fazer nada, pois, como falei, o feitiço pode se virar contra o feiticeiro.

Eles estão denunciando, falando em irregularidades de campanha, em crime eleitoral.

Mas todas as minhas contas foram apresentadas e aprovadas pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

Portanto, não vejo qualquer irregularidade, e sim desespero grande da parte deles por não entenderem a derrota.

Deviam se preocupar, em vez de querer inventar a roda, em fazê-la funcionar na cidade.

Estou aqui para trabalhar para a cidade, vê-la crescer.

E tem gente que ainda está puxando para trás.

Eles têm de entender que a campanha acabou.

Nós, por exemplo, estamos aproveitando muitas pessoas que estiveram na administração anterior, ou mesmo em ONGs, na nossa gestão.

Não é porque fizeram parte de um governo do PT que vou retaliar.

Não há sentido.

Diário – Em função desta denúncia, o sr.

pretende criar uma situação contra a aprovação das contas do ex-prefeito João Avamileno?Aidan – Tenho grande respeito pelo Avamileno.

Não tenho de me envolver nesta situação.

É algo entre ele e os vereadores.

Não posso tomar uma atitude errada, por mais errado que eles estejam.

Se fizesse isso, estaria descendo o nível.

Os vereadores têm autonomia e liberdade para votar qualquer coisa, da forma como entenderem.

Diário – O sr.

teme ser alvo de um pedido de impeachment?Aidan – Não, pois não fiz nada de errado.

Não teria sentido temer