Petebista apresenta PL proibindo uso de sacolas plásticas em Atibaia (SP)

PTB Notícias 24/09/2011, 10:15


Seguindo a tendência nacional, o presidente da Câmara de Atibaia (SP), vereador Emil Ono (PTB), apresentou projeto de lei esta semana proibindo o uso de sacos e sacolas plásticas convencionais em estabelecimentos comerciais.

O material deve ser substituído por embalagens plásticas oxi-biodegradáveis e biodegradáveis.

O projeto prevê prazo de doze meses para o fim das “sacolinhas de supermercado” a partir da aprovação no Legislativo e sanção do prefeito José Bernardo Denig (PV).

O texto deve ser votado até o dia 15 de dezembro no Legislativo.

Segundo o vereador, mercadorias vendidas no comércio em Atibaia deverão ser transportadas em embalagens que possuam capacidade de ser biodegradadas por microorganismos.

“Importante destacar que os produtos resultantes da biodegradação dessas embalagens são CO2, água e biomassa, que não são eco-tóxicos ou danosos ao meio ambiente”, explicou Emil.

O projeto de lei também tem como objetivo despertar a consciência da periculosidade do descarte incorreto do plástico no meio ambiente.

DANOS O saquinho plástico é derivado do petróleo, substância não renovável, feita de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD) e sua degradação no ambiente pode levar séculos.

No Brasil aproximadamente 9,7% de todo o lixo é composto por saquinhos plásticos e, além disso, a produção do plástico é ambientalmente nociva.

Para produzir uma tonelada de plástico são necessários 1.

140 kw/hora (esta energia daria para manter aproximadamente 7600 residências iluminadas com lâmpadas econômicas por 1 hora), sem contar a água utilizada no processo e os dejetos resultantes.

Um dos grandes efeitos negativos provocados pelas sacolas plásticas reflete diretamente na poluição dos mares.

O produto é confundido por peixes e, principalmente, pelas tartarugas marinhas, que ingerem o plástico no lugar das águas vivas, um de seus alimentos preferidos.

O plástico provoca a obstrução do aparelho digestivo e a tartaruga morre.

“O plástico, material muito utilizado na atualidade, demora cerca de 500 anos para ser absorvido em ambiente natural e, durante esse período, o estrago que ele provoca na vida dos animais é imenso, como no caso das tartarugas”, alertou Emil.

“Além disso, quando descartado erroneamente, o plástico provoca muitos transtornos, como entupimento de esgoto, de galerias pluviais e outros tipos de sistemas de drenagem”, afirmou o autor do projeto.

Os saquinhos podem ser considerados também, vilões das enchentes, já que o entupimento da passagem de água em bueiros e córregos contribui diretamente para as cheias e retenção lixo.

Quando incinerado, o plástico libera toxinas perigosas para a saúde.

“É cada vez mais necessário determinar um destino correto a todo o lixo produzido pelo ser humano, com medidas concretas”, ressaltou o parlamentar.

“Este é um passo importante no combate à poluição, pois a adoção dessa tecnologia permitirá que as sacolas biodegradáveis possam ser recicladas sem alteração alguma na coleta seletiva”, destacou o vereador.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do Portal Atibaia News