Petebista de São Caetano comanda campanha por cidade limpa nas eleições

PTB Notícias 15/12/2008, 12:16


Os vereadores de São Caetano promovem um movimento para alterar a lei de publicidade no município, o que afetaria principalmente o modelo de divulgação das candidaturas dos políticos durante as campanhas eleitorais.

A idéia está sendo conduzida pelo vereador Gersio Sartori (PTB), com o apoio de outros nove parlamentares da atual legislatura.

Os parlamentares querem que sejam proibidas pinturas de muros e colocação de placas e faixas durante o processo de eleição, para deixar a cidade mais organizada e equilibrar a disputa.

A intenção do petebista é fazer com que a publicidade de números e propostas dos candidatos seja feita somente por meio de panfletos e reuniões.

“Assim, diminuiríamos os gastos de campanha e a eleição seria mais justa”, pontua.

A primeira ação do grupo foi requerer ao Executivo informações sobre a demanda de pedidos de licença desses tipos de publicidade expedidos na cidade.

No início do próximo ano serão realizados encontros com os presidentes de partidos para amadurecer o conceito.

“Depois indicaremos à Prefeitura a necessidade de produzir um projeto de lei, pois só o Executivo pode alterar essas regras”, pondera Sartori.

A diminuição de ferramentas para divulgar as candidaturas poderia beneficiar os próprios vereadores, que mantém trabalho parlamentar atendendo a população nos gabinetes e encaminhando as pessoas para solucionarem problemas com o serviço público.

Mas a teoria é rechaçada pelo cientista político Rui Tavares Maluf.

“É difícil conquistar esse benefício em uma cidade com as características de São Caetano, muito pequena.

O projeto de cidade limpa pode ser bem visto pela população e não é suficiente para eleger ou não um candidato”, avalia.

O oposicionista Horácio Neto (Psol) também observa a idéia como benéfica.

Inclusive bateu na tecla do equilíbrio financeiro durante a eleição deste ano, a qual concorreu ao Palácio da Cerâmica.

“É uma iniciativa para coibir a publicidade abusiva, de caráter comercial.

“Mas ressalta que os candidatos com maior poderio financeiro poderão mudar a tática para continuar sendo fortes na corrida por um cargo eletivo.

“Se não podem pintar muros ou colocar placas e faixas, contratarão mais cabos eleitorais.

“Crítico da medida, o vereador Gilberto Costa ressalta que a publicidade tem de integrar o processo eleitoral para que a informação chegue ao eleitor.

“São Caetano já não tem propaganda por rádio e televisão.

São válidos quaisquer meios de comunicação com a sociedade”, argumenta o empresário do ramo publicitário.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações do Diário do Grande ABC)