Petebista Jeruza Lisboa quer estimular inclusão na rede de ensino de Poá

PTB Notícias 27/04/2012, 7:42


A presidente do PTB de Poá (SP), vereadora Jeruza Lisboa Pacheco Reis, apresentou um requerimento em regime de urgência durante a sessão ordinária da Câmara realizada na noite de terça-feira (24/04) cobrando uma posição do Poder Executivo acerca da exclusão de alunos com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Em visita que fez a algumas escolas da rede municipal, semanas atrás, a parlamentar verificou que os estudantes que têm a síndrome não assistem às aulas com os demais, e, sim, em salas especiais do Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado (Nape).

Segundo a petebista, a rede municipal de ensino poaense deveria investir na inclusão dos alunos que sofrem de TDAH, dando a eles a possibilidade de acompanharem as atividades educacionais com os outros estudantes.

Jeruza explicou na tribuna que uma criança ou jovem que tenha a síndrome pode ter uma vida normal, desde que tenha acompanhamento médico, com direito à terapia e administração de remédio específico (a base de metilfenidato), tendo, assim, chances de frequentar a escola habitualmente, sem a necessidade de ser excluído.

Com base nas vistorias que fez recentemente a seis escolas subsidiadas pela Prefeitura de Poá, Jeruza constatou que há salas do Nape destinadas aos estudantes portadores de deficiências e síndromes diversas, incluindo TDHA, que prevê uma atenção multifocada, grandiosa quantidade de pensamentos e estímulos ou atenção rebaixada.

Para a vereadora, isso deve ser revisto, já que as deficiências têm graus e nuances diferentes e que a Lei 7.

853/89 garante a inclusão de alunos hiperativos ou com déficit de aprendizagem:”Uma vez medicado e com terapia, a criança e o jovem que têm TDAH pode ter uma vida normal, então, não há o porque excluí-los.

Temos de trabalhar para que haja a inclusão.

Cabe, então, à gestão pública do município oferecer condições adequadas a este grupo.

Não podemos desprezar a potencialidade desses alunos.

Eles só precisam de uma atenção especial, mas que não pode ser resumida numa sala que abarca estudantes que têm outros tipos de síndromes, como retardo mental, por exemplo.

É necessário saber se o Poder Executivo tem a intenção de preparar profissionais para lidarem, em sala de aula, com alunos que apresentem TDHA”, reforçou a vereadora.

No requerimento que apresentou na terça-feira, Jeruza ainda pede informações sobre a quantidade de casos laudados de TDHA registrados atualmente na rede pública e se os mesmos estão sendo acompanhados por psicólogos e tratados com medicação adequada.

A presidente do PTB ainda compartilhou a informação que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recebe todos os dias milhares de solicitações de pais de crianças e jovens com TDHA para que seja possível adquirir gratuitamente, via mandado de segurança, os medicamentos para o tratamento da síndrome, que custa mais de R$ 300.

“É por isso que a atenção que a rede municipal deve dar a estes estudantes não se resume, tão somente, a incluí-los com os demais, trabalhando para que se sintam parte do todo e desenvolvam seus pontos positivos.

É necessário um trabalho em conjunto com a Secretaria de Saúde, para que as famílias tenham acesso ao medicamento para o tratamento adequado do filho”, completou Jeruza.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Blog do Fernandes