Petebista segunda colocada nas eleições assume Prefeitura de Mariana/MG

PTB Notícias 23/02/2010, 14:36


A cidade de Mariana, na Região Central de Minas, assistiu segunda-feira (22/02) a um dos últimos capítulos de uma novela eleitoral que se arrasta desde 2008, com a diplomação da segunda colocada nas eleições do município, Terezinha Ramos (PTB-MG) e de seu vice, Roberto Rodrigues.

A nova chefe do Executivo assume o cargo após decisão do juiz da 171ª Zona Eleitoral, Antônio Carlos Braga, que determinou o afastamento dos cargos do prefeito Roque José de Oliveira Camello (PSDB) e do vice José Antunes Vieira (PR), cassados em 2008, seguindo determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O enredo marianense, com direito a denúncias de compra de votos, começou durante a última corrida às urnas na cidade.

Na época, o então prefeito Celso Cota (PSDB), que apoiava Camello, promoveu uma reunião com professores contratados da rede municipal.

De acordo com informações do Ministério Público (MP), Cota e Camello teriam deixado implícito aos servidores que, caso ganhassem as eleições, eles teriam garantida a permanência em seus cargos, promessa que configuraria captação ilícita de votos.

O MP, então, ajuizou na comarca de Mariana ação contra a suspeita.

A juíza Angelique Ribeiro de Souza acolheu o pedido e sentenciou pela cassação de registro de candidatura de Camello e do vice.

Para reverter a decisão, eles entraram com recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) depois do prazo regimental de 24 horas para se que recorra a decisões em primeira instância.

O tribunal acatou o recurso e também reformou a sentença promulgada em primeira instância.

Foi quando a petebista Terezinha, segunda colocada nas urnas e viúva do pré-candidato e ex-prefeito de Mariana João Ramos, assassinado durante o processo de escolha de candidaturas, entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O plenário do TSE reconheceu que o recurso apresentado contra a cassação do registro foi ajuizado fora do prazo e não deveria ter passado pela análise do TRE-MG.

Segundo o tribunal, a decisão de primeira instância que cassou Camello, no entendimento dos ministros, já teria transitado em julgado.

Por isso, o TSE reformou a sentença do TRE-MG, decidindo pela aplicação da decisão proferida na comarca do município.

Para o promotor do MP, José Geraldo, “a parte que caberia à Justiça, que era garantir o cumprimento da sentença, terminou segunda-feira com a diplomação”.

Fonte: Agência Trabalhista de Notícias com informações do jornal Estado de Minas