Pier quer ensino de Libras para profissionais de educação de Curitiba (PR)

PTB Notícias 9/07/2015, 16:51


O vereador Pier Petruzziello (PTB) protocolou na Câmara Municipal de Curitiba (PR), na sexta-feira (3/7/2015), projeto de lei que inclui o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas estratégias de formação dos diretores, dos professores e dos educadores da rede municipal de educação.

A matéria prevê que a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, dedique pelo menos 20 horas anuais à capacitação na área.

Segundo o vereador, a ideia é que Curitiba seja referência na inclusão de alunos com deficiência auditiva.

“Assegurar a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sem qualquer tipo de discriminação, é um princípio que está em nossa Constituição desde 1988, mas que ainda não se tornou realidade para milhares de crianças e jovens que apresentam necessidades educacionais especiais”, justifica.

Pier Petruzziello avalia que a falta de um apoio pedagógico pode afastar o jovem com deficiência auditiva da sala de aula.

“Durante muitos anos, o sujeito surdo teve o processo educacional negado, sob a alegação de que não possuía o domínio da oralidade e que não era suficientemente inteligente para adquirir qualquer conhecimento.

Mais do que uma política de reparação, a aquisição da Língua Brasileira de Sinais pelo professor assegura ao surdo uma educação de qualidade, pautada no respeito e valorização de sua identidade.

“Pier argumenta que o projeto não traz impacto financeiro à prefeitura, porque o Instituto Municipal de Administração Pública (Imap) já oferece cursos de Libras a servidores públicos.

“Ou seja, estaríamos aproveitando a estrutura existente e canalizando o público de interesse.

Vale ressaltar que a preparação já ocorre em algumas cidades do Brasil, como Londrina (PR), Contagem (MG), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Vitória (ES), Cuiabá (MT) e Piauí”, completa.

A proposta de lei deve começar a tramitar oficialmente no dia 3 de agosto – quando as atividades do plenário retornam após o recesso de julho –, com a leitura no pequeno expediente da sessão.

Se aprovada e sancionada, a norma entrará em vigor na data de publicação no Diário Oficial do Município (DOM).

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Câmara Municipal de CuritibaFoto: Chico Camargo/CMC