PL de Araújo cria política de prevenção à violência contra professores

PTB Notícias 14/03/2012, 18:10


A Câmara Distrital aprovou nesta terça-feira (13/03/2012), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o PL 426/07, que institui a política de prevenção à violência contra os professores da rede pública.

A proposta é de autoria do deputado Cristiano Araújo (PTB), atual secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF.

Além de campanhas educativas, a proposta prevê medidas punitivas como o afastamento temporário ou definitivo do aluno ou funcionário violento ou a transferência do estudante infrator.

Segundo o texto, o professor poderá se licenciar quando estiver em situação de risco sem perda de vencimentos.

O estudo “O Cotidiano das Escolas: Entre Violências” ouviu 1768 professores do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Belém e do DF.

Segundo a pesquisa realizada pela Unesco, 86% dos professores entrevistados já sofreram algum tipo de agressão.

A combinação salário baixo, falta de respeito e a violência têm sido responsável por muitos professores abandonarem a profissão.

A pesquisa diz ainda mais que 8% dos professores pesquisados já foram vítimas de furto e já chegaram a ser agredidos por pais de alunos e 13% já tiveram o carro estragado no estacionamento da escola.

Agressões frequentesSegundo o autor da proposta, as agressões sofridas por educadores se tornam cada vez mais frequentes e graves no cotidiano das escolas brasileiras.

“Tais agressões não se configuram somente no aspecto físico, sendo registrados números significativos de agressões verbais, furtos e vandalismo, entre outras manifestações de violência”, afirmou.

O projeto também quer estimular a discussão sobre atos de violência física e moral nas escolas, universidades e comunidades, sempre com o objetivo de proteger os professores, e a educação no Distrito Federal.

Para Cristiano Araújo, a criação de uma política determinada que chegue efetivamente até as escolas e que tenha a participação de todo o conjunto da sociedade é fundamental.

“Acredito que quando se agride um professor, além da violência contra o ser humano, o que é inaceitável, está também agredindo a própria educação, e porque não dizer o futuro do País”, concluiu.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações do site do deputado distrital Cristiano Araújo (PTB-DF)Foto: Divulgação