Poá: Jeruza Reis cobra reparação da SPMar quanto às obras do Rodoanel

PTB Notícias 10/02/2015, 7:16


Insatisfeita com a falta de cumprimento do contrato assinado entre a Prefeitura de Poá (SP), o EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental) e edital do governo do Estado por parte da concessionária responsável pela a construção do Trecho Leste do Rodoanel “Mário Covas” (SP-21), a presidente honorária do PTB de Poá, vereadora Jeruza Lisboa Pacheco Reis, solicitou ao prefeito Marcos Borges (PPS) que cobre da SPMar, empresa responsável pela obra, as medidas necessárias adotadas como contrapartida para execução da obra que corta o município.

O requerimento reitera ao Poder Executivo para que tome providências pelas secretarias de Meio Ambiente, Obras Públicas e Planejamento quanto às reparações necessárias, a fim de não onerar o município, realizando a cobrança junto à empresa que executou o projeto.

Entre as ações citadas pela parlamentar constam as medidas compensatórias, mitigatórias, reparatórias e preparatórias que não foram claramente definidas e cumpridas pela concessionária SPMAR.

“Não podemos fechar os olhos, existe uma comissão nesta Casa de Leis e já foram feitas três tentativas de audiência pública com a empresa, e em nenhuma delas os representantes estiveram presentes.

Não podemos nos calar porque a obra está entregue.

O ônus está com o município, ônus das calçadas, do asfalto, dos inúmeros prejuízos que tivemos na cidade, como as ruas que ficaram com bloquetes totalmente desnivelados com a passagem dos caminhões pesados, uma vez que as vias não estavam preparadas para isso.

Temos de repensar e cobrar o que a empresa se comprometeu a fazer”, ponderou.

“Que a promessa feita pela Dersa seja cumprida.

Eu pergunto: onde estão estas medidas que não vejo? É certo que tire dos cofres públicos do município? Que a cidade pague a conta? Óbvio que não!”.

Para a petebista, plantar 70 mil mudas de árvores na cidade que sequer comporta este número (e muitas secaram ao relento e não foram replantadas), e recompensar em valores com apenas R$ 800 mil está fora de cogitação, uma vez que são necessários R$ 90 milhões para reduzir os impactos negativos.

“Há que se haver medidas reparatórias, com reparos em vias, mitigatórias, preparatórias e compensatórias”, revelou.

“Há que se reconhecer os pontos positivos, sim, contudo, o que nos restou do Rodoanel foi uma herança maldita, a exemplo, temos Calmon Viana e Vila Bandeirantes, com diversas ruas esburacadas.

O leito carroçável está pronto, mas a infraestrutura não.

Medidas preparatórias não tivemos, nos resta agora cobrar as reparatórias”, desabafou.

ComissãoJeruza Reis solicitou ao presidente da Câmara, Mário Massayoshi Kawashima (PSD), que haja continuidade dos trabalhos da comissão meu acompanha a obra, presidida pela petebista, a fim de cobrar a reparação sobre os estragos causados pela obra.

ArteAinda no requerimento, a petebista solicita que sejam viabilizados estudos a fim de haver parceria das secretarias de Cultura e Turismo e iniciativa privada, para utilização dos espaços ociosos embaixo dos viadutos do Rodoanel, a serem utilizados pelas entidades e Ong”s da cidade na elaboração de projetos artísticos.

O objetivo é evitar a formação de favelas no entorno do empreendimento.

“Não podemos permitir que Poá seja essa âncora da favela na metrópole por conta de um mau pensamento, um mau aproveitamento de uma obra desse vulto, que embora positiva por seu fator logístico e impactos positivos, não se pode omitir tais prejuízos.

O maior deles é o descaso com nosso município”, concluiu Jeruza.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da assessoria da vereadora Jeruza Reis (PTB-SP) Foto: Divulgação/Assessoria