Posto é a nova aposta da Saúde em Santa Cruz do Sul, diz Kelly Moraes

PTB Notícias 28/05/2011, 9:07


Em 60 dias um dos principais problemas da saúde pública em Santa Cruz do Sul pode estar resolvido.

Para tentar desatar um dos nós do setor, a Prefeitura vai implantar um posto central para atendimentos de baixa complexidade ou eletivos.

A alternativa foi a solução que a prefeita Kelly Moraes (PTB) encontrou para responder às reclamações de lentidão no Pronto-Atendimento (PA) do SUS e cobrir a carência da falta de um local específico para receber essa demanda no Centro da cidade.

Com a medida, a Prefeitura pretende desafogar o fluxo de pacientes do PA, por onde passaram 6 mil pessoas só no mês de abril.

O que chama atenção é que a maioria dos atendimentos contraria a finalidade do local: 42,1% se enquadram na categoria de procedimentos de não urgência.

A incoerência foi descoberta por meio de um estudo da Secretaria Municipal de Saúde.

Os dados apontam que por falta de um local adequado, o PA acaba sendo utilizado como alternativa para atendimentos que deveriam ser executados em uma unidade básica de saúde.

Classificados pela cor azul, esses pacientes não têm prioridade de atendimento – ao contrário dos que são distribuídos nas cores vermelho, amarelo e verde – e recebem atenção por ordem de chegada.

O ideal seria que nesse caso a população procurasse primeiro um posto de saúde.

Quando o PA foi inaugurado, em julho de 2009, a expectativa era de que a demanda dessa categoria diminuísse, em consequência da rotina de atendimentos.

O objetivo do postão é inverter esses números, reduzindo o índice de atendimento de fichas azuis no PA e poupando o valor gasto com essas consultas, que se tornam caras por causa da baixa complexidade.

Cada procedimento realizado no PA custa para os cofres da Prefeitura R$ 62,51.

O secretário da pasta, Edson Rabuske, acredita que possa haver uma compensação de valores entre a economia no PA e a instalação do posto.

O novo local vai funcionar diariamente das 12 horas às 21 horas.

O espaço escolhido é o térreo da secretaria, junto ao INSS, onde estava o Plantão de Urgência (PU).

No local atualmente funciona um centro de atendimentos a hipertensos, ginecológicos, diabéticos e idosos.

O objetivo é manter a estrutura para evitar gastos com reformas.

O projeto está em fase de análise de custos.

A solicitação de contratação dos médicos será enviada à Câmara de Vereadores.

O posto deve contar sempre com dois profissionais.

Estima-se que serão atendidas 2 mil pessoas por mês.

“Vai diminuir a demanda do PA sem ampliação de custos”, projeta Rabuske.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Portal Gaz