Prefeito Antônio Levino diz que MMA não o informou sobre devastação

PTB Notícias 16/02/2009, 10:35


Um dia depois de ter participado de uma reunião em Brasília com outros prefeitos de municípios com altos índices de desmatamento, o petebista Antônio Levino, prefeito de São Félix do Xingu (PA), disse desconhecer o dado, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), de que em sua localidade foram desmatados 763 quilômetros quadrados em 2008.

“Não fomos informados disso”, disse o prefeito ao programa Globo Amazônia nesta sexta-feira (13/02).

Levino se elegeu em 2008 e assumiu a prefeitura no começo deste ano.

Segundo ele, o desmatamento no município caiu muito no ano passado, o que contraria o dado divulgado pelo MMA.

O número coloca São Félix na liderança entre os 36 municípios que foram incluídos numa portaria no começo de 2008 pela então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que determinou o bloqueio do financiamento para atividades que gerem desmatamento e o embargo de propriedades rurais.

Os 36 municípios respondiam por metade do desmatamento praticado na Amazônia.

o petebista reconheceu que é muito difícil fiscalizar a devastação no município, devido à sua grande extensão (84 mil km², quase o tamanho de Santa Catarina).

“Temos vilas distantes até 280 quilômetros da sede”, explicou o prefeito.

“Algumas delas nem têm acesso pela sede, mas apenas por outros muncípios”.

Levino disse que acaba de criar uma secretaria de Meio Ambiente e que a presença do Ibama na região tem aumentado.

Em sua opinião, os assentamentos de reforma agrária são grandes causadores de desmatamento.

Os lotes muito pequenos obrigam os assentados a desmatar.

“Temos mais de 30 projetos de assentamento aqui.

Se o governo parar de fazer assentamentos, vai diminuir o desmatamento”, avaliou.

“O próprio governo está cometendo crimes [ao fazer assentamentos]”.

Levino se mostrou otimista em relação à diminuição da devastação em São Félix do Xingu, mas disse acreditar que ele deve continuar até atingir a marca de 20% da área total do município.

“Atualmente está em 13%”, completou.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações do G1)