Prefeito de Cabo (PE) afirma que greve de servidores é meramente política

PTB Notícias 12/07/2007, 8:18


O prefeito da cidade pernambucana de Cabo de Santo Agostinho, o petebista Lula Cabral, reafirmou ontem, durante entrevista, que a paralisação dos servidores no município é meramente política.

“São todos aqueles que trabalharam nas gestões passadas em cargos comissionados.

São viúvas e viúvas do poder”, alegou o petebista.

Conforme informou Lula Cabral, a gestão atual deu 12,8% de aumento para a categoria, enquanto a anterior – que durou oito anos, sob o comando de Elias Gomes (PPS) – só teria permitido um reajuste de 8%.

Com relação à oposição, Lula Cabral não poupou críticas aos adversários.

Disse que a existência dos buracos na cidade são questões herdadas da administração passada.

“É impossível você resolver os problemas do Cabo em dois anos e meio”, justificou.

O petebista ainda acusou a gestão Jarbas/Mendonça de ter executado mal as obras em Charnequinha.

“Eu não vejo essas obras que foram inauguradas naquele governo.

A maioria está danificada, foi um desastre.

Humberto Costa (Secretaria das Cidades) e Jorge Carrero (Cehab) estão indo lá para refazer tudo o que eles fizeram”, alfinetou.

A proximidade com a base do Governo estadual já credencia Lula Cabral a fazer alguns pedidos a Eduardo Campos (PSB).

“Estou solicitando ao governador que nos ajude, pois estamos investindo muito em saúde e atendendo todas as cidades próximas.

Queremos que um dos hospitais regionais prometidos na campanha vá para o Cabo”, sugeriu.

O prefeito também solicitará ao presidente Lula, que virá hoje ao Estado, uma visita às palafitas de Ponte dos Carvalhos.

“Temos palafitas no Cabo.

Os ministros só enxergam as do Recife, mas também temos esse problema”, reclamou o prefeito petebista.

REELEIÇÃOQuestionado sobre suas pretensões para as eleições de 2008, o prefeito de Cano de Santo Agostinho não quis dar pistas sobre seus projetos eleitorais.

“Vamos deixar esse assunto de reeleição para o próximo ano, pois a candidatura não pode ser só minha.

Nós temos um conjunto de forças formado pelos partidos de esquerda.

Se for da vontade deles e do povo, podemos pensar em disputar novamente a eleição”, comentou o prefeito.

Ele garantiu ainda que não se incomodaria em ceder o espaço na majoritária, caso fosse a decisão do grupo.

“Se eles entenderem que tem um nome melhor que o meu, sem sombra de dúvida, eu abro”, avisou.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações do Jornal Folha de Pernambuco)