Prefeito de Juiz de Fora anuncia ações para preservação do patrimônio

PTB Notícias 20/03/2007, 10:23


O prefeito de Juiz de Fora/MG, Alberto Bejani (PTB) anunciou, nesta segunda-feira (19/03), um conjunto de ações voltadas à preservação do patrimônio histórico-cultural de Juiz de Fora.

As iniciativas incluem a recuperação da fachada do antigo Paço Municipal, junto ao Parque Halfeld, além do relógio da edificação.

Outros relógios instalados em prédios históricos da cidade também já começam a ser restaurados: no prédio da Estação Ferroviária e no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas.

Também está programada a reforma da Estação Ferroviária de Igrejinha.

Os investimentos totais chegam a R$ 121 mil.

A recuperação do prédio onde hoje funcionam a sede da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage – Funalfa e o JF Informação vai ser totalmente pintado.

É uma parceria entre a administração do prefeito Alberto Bejani e a Futura Tintas, com investimento previsto de R$ 12,5 mil.

Através de uma ação articulada, funcionários do Setor Operacional da Funalfa / SPS e da Secretaria de Política Urbana executarão os serviços, com a orientação de profissional especializado.

Os trabalhos de restauração dos relógios resultaram de parceria da Prefeitura com a MRS Logística e a multinacional Onduline.

Os serviços já foram iniciados e o custo previsto é de aproximadamente R$ 11 mil.

Além da retífica dos mancais (peças onde os eixos se apóiam para poder girar), das caixas de transmissões dos ponteiros, revisão da iluminação dos ponteiros e alinhamento dos mesmos, alinhamento dos pêndulos e das batidas do sino, lubrificação, engraxamento, o contrato prevê a garantia dos serviços durante o período de um ano.

A preservação e divulgação do patrimônio histórico-cultural do município tem sido uma das preocupações do prefeito Alberto Bejani, que destaca: “nossa população sabe apreciar suas expressões, a rica história de construção da cidade e o seu patrimônio histórico, artístico e cultural.

Cabe a nós, gestores públicos, iniciativa privada e população, cuidar deste patrimônio, repassar e educar as futuras gerações sobre o significado e o valor destas riquezas que projetam Juiz de Fora no cenário nacional.

Neste sentido é que transformamos o Museu Mariano Procópio em Fundação, para facilitar a captação de recursos e a implementação do projeto de restauração e modernização de um dos mais expressivos símbolos culturais da cidade.

E o nosso esforço tem sido reconhecido.

A cidade conquistou o quinto lugar no ranking estadual por iniciativas que buscam preservar o patrimônio cultural, e, este ano, está recebendo R$ 270 mil referentes ao ICMS Patrimônio Cultural”.

A superintendente da Funalfa, professora Marluce Araujo Ferreira, destaca que “paralela à preservação deste importante patrimônio, a Fundação vai realizar um trabalho educativo, diuturnamente, por guardas que serão especialmente treinados para impedir a depredação e estarão aptos a fornecer informações históricas da edificação”.

A ação educacional será ampliada com um projeto preventivo, que estabelece a fixação de pequenas estruturas de proteção no beiral das janelas e cordões com suporte móvel, proposta que recebeu o aval do Conselho Municipal de Preservação e Patrimônio Artístico Cultural – Comppac.

Outra iniciativa anunciada pelo petebista é a restauração e revitalização da Estação Ferroviária de Igrejinha, onde será instalado um espaço cultural.

Para a realização das obras, a Funalfa receberá do Fundo Estadual de Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais o recurso da ordem R$ 75 mil.

Conforme Bejani, a aprovação reflete a preocupação da atual administração com o patrimônio histórico de Juiz de Fora e os benefícios que este pode trazer à população.

“A restauração da edificação contribuirá para a manutenção da memória coletiva e para a revitalização da história do bairro”, enfatiza Bejani.

Mais uma ação que revitaliza um bem artístico-cultural da cidade será a recuperação do painel modernista de azulejos “As Quatro Estações”, do pintor Cândido Portinari, que decora a fachada principal do Edifício Club Juiz de Fora, na Avenida Barão do Rio Branco.

O trabalho visa à valorização e à restituição da integridade física, estética e histórica do monumento e será possível por meio de parceria entre a administração municipal, através da Funalfa, e a operadora TIM, com apoio do condomínio do prédio.

O valor total a ser investido é de R$ 22,5 mil.

A expectativa é de que as intervenções, que devem envolver cinco profissionais sejam executadas em 30 dias.

O restauro foi aprovado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), já que o monumento foi tombado pelo município em 1997.

Paço MunicipalProjetado por Rafael Arcuri e inaugurado em 1918, na administração do então prefeito Dr.

José Procópio Teixeira, o antigo Paço Municipal foi construído pela firma Pantaleone Arcuri.

As ampliações da obra foram realizadas em 1934 e em 1944, nas administrações Menelick de Carvalho e José Celso Valadares Pinto, respectivamente.

Tombado pelo Decreto nº 2865, de 19 de janeiro de 1983, o prédio abrigou inúmeros prefeitos, que exerceram seus mandatos até o ano de 1997.

Estação Ferroviária de IgrejinhaTombada pelo município pelo Decreto nº 7505, e com pedido de tombamento em nível estadual encaminhado ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), a estação foi inaugurada em 1914, sendo desativada em 1970, quando passou a servir de moradia e todo o antigo leito da ferrovia teve sua área invadida ou transformada em rua.

Na época, a estação ainda vazia foi cedida pela Rede Ferroviária Federal S.

A.

aos Correios, que não conseguiu adequá-la a seus serviços.

Em setembro de 2005, efetivou-se o registro da transferência da estação para a Prefeitura.

A restauração pretende manter viva a memória ferroviária de uma construção de estrutura e vedação em madeira de pinho de Riga, um dos poucos exemplares de Minas Gerais a utilizar essa solução construtiva.

Painel “As Quatro Estações”Datado de 1956, o painel “As Quatro Estações” tem 810cm de altura e 435cm de largura.

Foi produzido por Portinari, com colaboração de José Moraes e Paulo Fonseca (especialistas em mosaicos), e executado pela empresa Osiarte, de São Paulo.

Em estilo modernista, a obra foi encomendada a Portinari pela Associação Civil Club Juiz de Fora, especificamente para decorar a fachada do prédio projetado pelo arquiteto Francisco Bolonha.

O painel se caracteriza por planos de forma irregular, curvilíneos, que se transpassam, em tonalidades de azul e branco, nos quais o artista joga com a repetição de trevos, em azulejos de 15cm x 15 cm.

Agência Trabalhista de Notícias