Prefeito de Santo André equaciona dívida da Companhia de Abastecimento

PTB Notícias 2/03/2009, 11:42


A Prefeitura de Santo André equacionou um dos problemas históricos com relação à Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André): a dívida de aproximadamente R$ 7,3 milhões (26% do orçamento anual de quase R$ 28 milhões), que impedia o poder público de investir na melhoria dos serviços oferecidos pela autarquia.

Neste mês, o governo Aidan Ravin (PTB) conseguiu finalizar a negociação – com desconto e de forma parcelada – dos pagamentos relativos às penhoras online (cuja soma chega a R$ 2,3 milhões) e aos débitos com fornecedores (cerca de R$ 5 milhões).

Com isso, a municipalidade garantiu que o dinheiro que entrar no caixa da autarquia a partir de agora não será mais sequestrado.

Nos últimos dois anos, calcula o poder público, cerca de R$ 400 mil depositados na conta da Craisa foram retidos para pagamento de penhoras online (espécie de precatórios relativos à administração indireta, por meio do qual a Justiça determina o bloqueio da conta bancária do devedor para garantir automaticamente o pagamento ao credor).

Além disso, com os descontos obtidos nas negociações, o governo acredita ter gerado uma economia de quase R$ 500 mil aos cofres públicos com pagamento de dívidas.

“Do final de 1997 para cá, a Craisa começou a apresentar déficit por conta da má administração do PT.

Com essa renegociação, teremos mais tranquilidade para trabalhar a partir de agora”, comemorou Eu-clides Valdomiro Marchi, superintendente da autarquia.

Expectativa – “O mais importante é que temos a perspectiva de fazer com que a Craisa volte a ser rentável, e obtenha lucro depois de mais de 10 anos.

Não é possível oferecer um serviço de qualidade, uma merenda de qualidade, em um lugar deficitário”, ressaltou Nilson Bonome, secretário de Finanças.

Segundo ele, os débitos referentes às dívidas da Craisa serão zerados em, no máximo, seis meses.

“Isso nos proporcionará obter preços mais em conta na aquisição de produtos.

Antes de assumirmos, os fornecedores, cientes de que receberiam o pagamento com atraso de 90 a 120 dias, já embutiam um preço maior no valor cobrado”, acrescentou Bonome.

Ele citou o exemplo da compra da carne moída.

“Antes, pagava-se R$ 7 o quilo.

Agora, após licitação aberta por nós, esse valor caiu para R$ 4,64.

“Para o prefeito Aidan Ravin (PTB-Santo André), a resolução de um problema que afligia a Craisa há mais de uma década não pode ser confundida como uma ação política.

“Pagar fornecedores e deixar em dia as contas que estavam há anos com problema é uma questão puramente administrativa.

Não tem nada que misturar com política”, opinou.

O petebista considerou de “fundamental importância” o passo dado pela Prefeitura no que diz respeito à autarquia.

“Pode parecer algo sem importância, mas o fato de zerar um déficit de anos, arrumando uma conta que estava bloqueada e que constantemente tinha o dinheiro confiscado, faz com que a Craisa caminhe com as próprias pernas e comece realmente a exercer a função que deve, de oferecer um serviço com qualidade.

“Aidan declarou que uma vez superada a questão dos débitos da Craisa, os esforços serão voltados para a tentativa de se resolver os precatórios alimentares da cidade.

Estima-se que cerca de sete mil precatorianos tenham a receber dos cofres públicos aproximadamente R$ 480 milhões.

“Vamos nos empenhar para resolver essa situação.

“Estacionamento – A Craisa baixou o preço da hora cobrado no estacionamento do Sacolão Santa Terezinha, de R$ 1,15 para R$ 1.

O valor permanecerá estável, diz Euclides Valdomiro Marchi, superintendente da autarquia, pelo menos até agosto.

Desde 1º de fevereiro, a primeira hora de estacionamento do Ceasa também está menor.

Passou de R$ 2,25 para R$ 2.

Fonte: Diário do Grande ABC