Prefeito Fábio Tyrone comemora crescimento da economia de Sousa

PTB Notícias 11/01/2011, 7:14


Empresário bem sucedido no ramo de distribuição de alimentos, o prefeito de Sousa (PB), Fábio Tyrone (PTB), se tornou uma das novidades mais consistentes da política do Sertão.

Chegando aos dois anos de seu mandato na Prefeitura da “Cidade Sorriso”, o gestor diz que conseguiu mudar a lógica da Administração Municipal ao melhorar os serviços públicos e conseguir fazer investimentos com recursos próprios.

Em entrevista ao MaisPB, Tyrone revela ponderação e cautela ao tratar de assuntos administrativos e políticos.

Comemora crescimento da economia municipal e resume seu Governo com a palavra trabalho.

Em uma hora de conversa no seu gabinete, Tyrone confessa ter pedido ao governador Ricardo Coutinho (PSB) ajuda à candidatura de Lindolfo Pires (DEM) na sucessão da Mesa Diretora da Assembléia, nega interesse em assumir a presidência do PTB da Paraíba, diz que o ex-governador José Maranhão excluiu Sousa do mapa dos investimentos e reserva alfinetadas ao grupo Gadelha, a quem considera nocauteado e sem rumo.

Confira a entrevista na íntegra: MaisPB – Que avaliação o senhor faz de seus dois anos de mandato? Tyrone – O governo retomou o crescimento da cidade.

Resgatou a auto-estima do povo sousense.

A prefeitura hoje tem credibilidade.

O servidor recebe em dia e dentro do mês trabalhado.

A Prefeitura asfaltou inúmeras ruas e pavimentou outra centena.

Entregamos mais de 400 casas.

Reformamos toda a rede de Educação e vamos construir escolas com recursos próprios.

Inauguramos Centro de Prevenção Cardíaca e melhoramos muitos os Postos de Saúde da Família.

Triplicamos o número de marcação de consulta.

Fizemos o circuito das praças.

A cidade tem outra paisagem e está iluminada.

Quando assumimos, não tínhamos nem energia.

Vários órgãos funcionavam com gerador.

Sousa avanço e evoluiu muito.

Cresceu 26% nos seus alvarás.

Os números revelam que o Governo é atuante e operoso.

E temos muitos outros projetos para o futuro.

MaisPB – Qual seria a marca que o senhor resumiria o seu Governo?Tyrone – A marca do trabalho.

Evoluímos em infra-estrutura, saúde e Educação.

MaisPB – Qual foi o maior desafio do seu Governo?Tyrone – Tivemos que convencer a máquina que era preciso mudar a mentalidade.

Não tinha gerenciamento e os serviços não eram prestados.

Nós tratamos de organizar a máquina municipal e os serviços públicos para debelar a corrupção que levava parte dos nossos recursos.

Hoje, investimentos 30% com obras de recursos próprios.

Estamos urbanizando e calçando o mutirão.

Vamos construir ginásio e praça com recursos próprios.

MaisPB – O senhor encontrou resistência interna?Tyrone – O nosso bloco entendia que a cidade precisava passar por mudança.

Prometemos isso.

Então nossos aliados nos apoiaram.

Não ficamos reféns de ninguém.

Temos modo de lidar transparente.

Obviamente, governar é também contrariar interesse.

Não tenho como agradar a todos e nem sou infalível.

Temos erros e corrigimos.

Há às vezes pontualmente alguns descontentamentos.

Nós temos um plano e estamos a cumpri-lo.

MaisPB – Como foi sua relação com o Governo Maranhão?Tyrone – Respeitei o Governo.

Agora em dois anos de gestão de Maranhão, Sousa recebeu somente 240 mil reais de convênios, mesmo arrecadando 40 milhões em ICMS.

MaisPB – Mas Governo do Estado liberou recursos para asfaltar a cidade?Tyrone – Quem asfaltou foi o município.

Enviamos para Saúde mais de 1 milhão de reais e recebemos por outra rubrica.

MaisPB – O Governo Maranhão não foi generoso com Sousa?Tyrone – Não.

A prova disso foi o resultado da eleição.

O povo não aprovou.

Houve uma preterição em relação à Sousa.

A cidade foi excluída do mapa de investimentos.

MaisPB – Sousa tinha um secretário de Infra-Estrutura…Tyrone – Quando Leonardo Gadelha ocupou a pasta nós esperávamos muito mais.

Não sei se ele não tinha autonomia ou não tinha projetos para Sousa.

A população reclamou da forma como Sousa foi tratada.

Maranhão terminou o Governo e uma torre de uma igreja não foi concluída.

A calçada do colégio Poli Valente faz um ano que está em construção.

As casas que Cássio deixou alicerçadas não foram construídas e nem entregues.

Realmente faltou essa atenção com a região.

MaisPB – Armando Abílio reclama de falta de apoio do senhor.

Existia esse compromisso?Tyrone – Existia um compromisso que se Sousa não tivesse candidato e que se nós tivéssemos mantido a aliança com Ricardo, nós poderíamos conversar.

Tenho admiração pela maneira humana que Armando consegue tratar e se relacionar com os amigos.

Mas Sousa teve candidato.

Tínhamos obrigação de votar no candidato do grupo.

Não poderia votar em Armando apoiando José Maranhão.

Isso foi muito claro e ele sabe muito bem disso.

Eu costumo ter palavra e manter minha palavra.

Não tive como lhe ajudar.

MaisPB – Vai assumir o PTB?Tyrone – Não tenho pretensão.

Acho que Armando faz um bom trabalho.

Eu só assumiria qualquer cargo na direção do partido com o apoio de Armando.

Não há interesse por claros motivos.

Eu tenho um trabalho árduo à frente do município.

Eu sou inquieto e quero construir muito mais.

Preciso reservar minhas energias para Sousa.

Quero melhorar nossas ações.

MaisPB – O senhor defendia a candidatura de Cícero Lucena e Armando a de Ricardo.

O que mudou na sua cabeça?Tyrone – As minhas declarações sempre foram transparentes.

Eu votava na situação paraibana.

Em Cássio Cunha Lima.

Tínhamos dois pré-candidatos, Efraim Morais e Cícero Lucena.

Sempre admirei a gestão de Ricardo Coutinho, mas naquele momento ele era aliado com o governador José Maranhão e do grupo político rival ao nosso em Sousa.

Quando mudou o cenário, com a cassação de Cássio, Ricardo passa a se configurar como Oposição e eu comecei a dizer que eu entendia que agora ele seria candidato oposicionista.

Desde o primeiro momento dizia que precisávamos de um candidato viável.

Ricardo mostrou isso, Efraim declinou da candidatura e Cícero não conseguiu avançar.

MaisPB – O grupo Gadelha começa a cortejar João Estrela, do seu grupo.

Como o senhor encara isso?Tyrone – Com naturalidade.

Quem diz isso é o grupo Gadelha.

Até agora não soube que João tivesse dado qualquer declaração nesse sentido.

Embora João seja um grande nome.

Vitorioso na eleição passada.

Tem uma militância política reconhecida.

Eu sempre disse que sou candidato de consenso.

Se até lá, tiver um candidato melhor que eu, estou pronto pra votar.

Só não voto no adversário.

Nunca votarei em quem não tem respeito pelo dinheiro público e que atua na política como balcão de negócios.

Mas João Estrela e outros nomes merecem muito respeito.

Vamos nos manter unidos.

MaisPB – Como o senhor interpreta isso?Tyrone – Desespero.

Tá faltando candidato.

Eles vêm de sucessivas derrotas.

Agora estão querendo se agarrar a fagulhas.

Eu acho que a definitiva comprovação da falta de rumos.

Estão perdidos e nocauteados pela vitória estrondosa que demos a Ricardo Coutinho.

MaisPB – O senhor tem outros planos para o futuro? Tyrone – Eu penso em ganharmos o próximo pleito.

Tenho projetos.

Quero ser candidato.

Quero vencer as eleições.

Só depois disso devo pensar em outras questões.

Se encerrar a carreira como prefeito, estará excelente.

Não posso fugir de certas missões que aparecem e de um futuro chamamento.

Se houver um chamado do grupo, se entender que devo alçar outros vôos, mas ainda não há essa intenção.

Acho que em 2014, Sousa deverá ter um deputado estadual e um federal.

O futuro a Deus pertence, mas prefiro limitar meus sonhos a ser novamente prefeito de Sousa.

MaisPB – Qual sua expectativa sobre o novo Governo? Tyrone – Ricardo vai caminhar numa roda de progresso e diminuir as diferenças de riquezas do Estado.

O PIB paraibano pretere o Sertão.

80% da nossa economia se concentra em João Pessoa e Campina Grande.

Ricardo mostrou em João Pessoa que sabe trabalhar e lidar bem com o dinheiro público.

Que não privilegia certas classes.

Esperamos que depois de organizar o Estado, ele possa produzir um Governo que privilegie o Interior.

A região do Sertão precisa de políticas públicas.

Precisa que ele seja igual com os desiguais.

É a hora da Paraíba participar do crescimento do Nordeste.

MaisPB – É verdade que o senhor pediu a Ricardo pela candidatura de Lindolfo a presidente da Assembléia? Tyrone – É uma aspiração da região.

A majoritária contemplou João Pessoa e Campina Grande.

Lindolfo tem predicados e requisitos intelectuais e representa essa região.

Ricardo disse que não iria intervir no poder, mas que politicamente poderia ajudar Lindolfo, desde que ele se viabilize.

MaisPB – Como o senhor concilia a atividade política com a direção de suas empresas? Tyrone – Me preparei por dois anos.

Coloquei executivos para tocar as empresas.

Devoto meu tempo para a Prefeitura.

Os negócios são gerenciados por outras pessoas.

Estou focado no exercício do mandato.

Tenho que honrar a oportunidade que Deus me deu.

Quero que o povo lembre-se de mim como alguém que tentou fazer o melhor pela minha gente, do meu povo.

Não pretendo auferir nada que não seja o reconhecimento popular.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações do Portal MaisPB