Prefeito Galindo destaca as obras que estão acontecendo em Cuiabá

PTB Notícias 10/04/2012, 13:11


O prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), assim como diversos políticos locais, não é cuiabano.

Entretanto, destaca que adotou a Capital mato-grossense como lar.

Nascido em Martinópolis (SP), Galindo também foi “alvo” da conhecida hospitalidade cuiabana, que, independentemente de quem e de onde seja a pessoa, cativa todos que aqui chegam.

Galindo destaca que deixará para o próximo gestor uma prefeitura em ordem, com equilíbrio fiscal e rica em investimentos, já que neste último ano lançou uma série de obras a serem realizadas na cidade.

Mesmo com os militantes do próprio partido garantindo que ele é candidato à reeleição, o prefeito de Cuiabá continua negando veementemente e diz estar focado apenas no término de sua gestão.

Segundo ele, seu objetivo durante os dois anos de mandato era fazer o máximo por Cuiabá e, por isso, não assumiu pensando em votos.

No entanto, ele não esconde que sua sigla pretende lançar candidatura própria, mas afirma que o nome ainda não foi definido e será trabalho em conjunto dos correligionários.

Diário de Cuiabá – Apesar de faltar muito, qual sua expectativa para Cuiabá quando ela completar 300 anos? Chico Galindo – O prefeito não tem muito o que comemorar, porque ele está com um índice de rejeição muito alto e é bastante criticado.

Mas a população tem o que comemorar, porque é ela quem faz a administração, ela quem paga seus tributos para que a prefeitura possa melhorar e beneficiar a sociedade como um todo.

Então, posso dizer que Cuiabá nos seus 293 anos tem muito que comemorar, pois hoje ela é uma cidade que têm 50 caminhões novos e 23 máquinas pesadas, todas pagas.

Tem 203 quilômetros de asfalto bom, incluindo recapeamento, onde já fizemos 50 quilômetros, e até o final do ano faremos mais 50, como se fosse daqui até Rondonópolis.

Cuiabá, no ano de 2012, vai ter 46 bairros pavimentados, licitados e com ordem de serviço.

Cuiabá, em seu aniversário de 293 anos, vai duplicar a avenida dos Trabalhadores, que vai do Alphaville até a entrada do Planalto, e vai duplicar a avenida Antártica até a Ambev.

Além disso, ainda vamos modernizar, readequar e servir como modelo com a avenida Carmindo de Campos, porque vamos recapear, equacionar os estacionamentos, fazer pontos de ônibus modernos.

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Também vamos fazer, além da Cidade Limpa, a adequação do visual de todo o comércio daquela região, e mais 201 unidades de saúde, educação e assistência ampliada, reformada ou adequada, todas passam até dezembro deste ano por adequações.

Construiremos duas UPAs, uma na Morada do Ouro e uma no Pascal Ramos, onde as obras já começaram.

Construímos 11 centros infantis, 1.

565 novas vagas, em parceria como governo federal.

Vamos também distribuir este ano, no primeiro semestre até junho, 8.

000 computadores para as crianças de 9 a 12 anos nas nossas escolas públicas, onde o computador modelo tablet poderá ser levado para casa pelos alunos, para interagirem com seus pais e ter uma qualificação melhor.

Então, Cuiabá tem o que comemorar e nos próximos sete anos, se continuar com uma administração séria, sem dúvida alguma, vamos ter uma cidade maravilhosa, que é o sonho de todos nós.

Diário – E esses investimentos estão sendo feitos com que recursos? Galindo – Por incrível que pareça, muitos até não acreditam, mas esses investimentos estão sendo feitos com recursos próprios.

Todos esses projetos, com exceção das 11 escolas e das duas UPAs, que estão sendo realizadas em parceria com o governo federal.

O restante é 100% com recursos próprios, porque eu tive coragem de ampliar a planta genérica de Cuiabá, que fazia 15 anos que ninguém tinha coragem de ampliar, aí entrou mais dinheiro.

A receita de Cuiabá no ano de 2012 é de R$ 100 milhões a mais do que de 2010, quando eu assumi.

Eu consegui R$ 100 milhões a mais, sem aumentar tributos, beneficiando o idoso, o deficiente físico, quem tem casas no valor até R$ 45 mil.

Em 2009, cinco mil casas não pagavam IPTU, por serem de idosos, deficientes físicos, famílias com baixa renda familiar.

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Hoje, 37 mil casas não pagam, porque é uma coerência não cobrar de quem menos tem e cobrar quem está especulando, com grandes terrenos na cidade.

Isso fez com que a receita da prefeitura aumentasse e esse recurso pudesse ser devolvido para a sociedade em forma de investimentos, porque é ela quem paga.

Diário – Qual a maior dificuldade que o senhor encontrou quando entrou na prefeitura? Galindo – Eu vim de uma continuidade, então já estava inserido no governo, mas não diria dificuldade, acho que é uma questão de postura.

É diferente, é o que eu falo de coragem.

Nenhum que passou teve coragem de corrigir a planta genérica da cidade, que era necessário, de fazer uma concessão da água e do esgoto, que também está ajudando na entrada de dinheiro para fazer essas benfeitorias.

Então, eu tive coragem, pois sabia que iria ficar com rejeição, mas não pensei em mim, não pensei no voto, eu pensei numa cidade melhor, o que me faz ficar tranquilo com essas ações.

Diário – Então, o senhor acredita que está colocando a cidade em dia? Galindo – Eu não acredito, tenho certeza.

O ano de 2011, exceto saúde que teve um pouco de déficit, 100% de tudo que nós fizemos foi pago.

Este foi o primeiro ano em que a prefeitura teve superávit.

Além disso, começamos a pagar o salário do servidor dentro do mês, e até dezembro deste ano os servidores sabem o dia certo em que irão receber o salário, pois nós fizemos um calendário e publicamos.

Isso é gestão, é maneira de administrar, respeitando o dinheiro público.

Diário – Sobre a CAB Ambiental, como vai funcionar realmente essa concessão? Galindo – Dia 16, a CAB Ambiental assume.

Mas aí é até interessante, porque publicaram uma foto minha no Facebook dizendo pra eu ir tomar banho no rio Cuiabá.

Eu guardei essa foto e ampliei, porque nós vamos poder beber água e nadar no rio Cuiabá.

Essa é a coragem da concessão.

A partir do dia 16, a água é mais barata em Cuiabá.

Todos falam que iria dobrar o valor, mais vai ser mais barata.

É pouco, mais vai ser.

Nós vamos ter água nos próximos três anos em 100% das residências.

Os projetos que estavam parados aqui, de condomínio, de edifício, não podiam ser aprovados porque não tínhamos expansão, mas agora com a concessão vai-se poder fazer tudo isso.

Então, a CAB assume, e cabe a Agência Reguladora (Amaes) fiscalizar, a população fiscalizar, nós cobrarmos da empresa.

É isso que a gestão tem que fazer.

A presidente Dilma quebrou um tabu de anos e fez a concessão dos aeroportos, então eu também tive a coragem de fazer a concessão da água e esgoto de Cuiabá.

E vale ressaltar que não é privatização, é concessão.

Todo o patrimônio e os investimentos que serão feitos é de propriedade da prefeitura.

Diário – Qual será o primeiro investimento dela? Galindo – Para você fazer essa concessão, que muitos insistem em dizer que eu fugi, mas eu fiquei sete dias em Portugal, os outros 299 dias eu estava presente.

Fui eu quem assinou, e ainda tem uns que têm coragem de dizer que eu nem sancionei.

Fui eu quem sancionou, quem assinou o contrato.

O projeto tem que passar uma vez pela Câmara de Vereadores.

Essa concessão passou duas, porque na hora em que teve algum ruído eu falei, vamos mandar novamente dentro de todos os prazos legais.

A lei diz que tem que fazer uma audiência pública, nós fizemos cinco.

Antes de ir para praça, eu mandei o edital para 47 entidades, como o Ministério Público, Ministério do Trabalho, Judiciário, Fiemt e CDL e nenhum deles questionou o documento.

Vieram sugestões, mudei na última hora, porque o modelo de Campo Grande era melhor e com ele nós vamos receber durante os 30 anos de concessão 5% de toda a receita.

Eu fiz tudo de forma transparente.

Para você fazer essa concessão, tem que ter um plano municipal de saneamento, e foi feito um para os próximos 30 anos, onde foi projetado tudo: o número de habitantes, de edifícios, de bairros e outras coisas.

É claro que no decorrer dos anos irá haver mudanças, mas este Plano tem que ser cumprido.

Este Plano determina que em três anos a água seja universalizada e, em dez, o esgoto.

Este ponto vai ser rígido, mas nos demais pode haver mudanças, o que é normal.

Diário – Falando um pouco de eleições.

O senhor realmente não irá se candidatar à reeleição? Galindo – Eu falei em janeiro do ano passado que ia focar na gestão, que eu não ia me preocupar com voto, e que não ia me candidatar à reeleição, senão não estaria dando essas boas notícias.

E foi isso que fiz.

Eu foquei, e começamos a colher frutos agora.

O que eu posso dizer é que a partir de junho, que é quando acontecem as convenções, pelo trabalho que fizemos, que eu acredito que a população vai começar a ver, nós vamos fazer nosso sucessor.

A população não é mais boba igual ao que muitos pensam.

Ela está vendo e, até outubro, todos esses projetos vão acontecer, e acontecendo, eu tenho certeza de que ela vai falar que essa gestão precisa continuar.

Não é Chico Galindo, são gestões, é uma continuidade daquilo que venho fazendo.

Nós vamos construir um nome em junho, e este vai ser respaldado por todo este trabalho que estamos fazendo agora, e vamos vencer porque a população vai aprovar a nossa gestão.

Diário – Mas esse nome pode ser o seu? Galindo – Eu não diria pode ou não pode.

Vamos construir este nome.

Eu sempre afirmei, se for um desejo meu, é o mesmo que eu anunciei há dois anos, de não disputar a reeleição.

Mas agora a política a gente tem que construir, e nós temos os pares e vamos construir o melhor para Cuiabá.

Diário – O senhor chegou a dar algumas declarações no passado de que teria interesse em disputar as eleições de 2014 para deputado federal.

Isso procede? Galindo – Eu disse que gosto de política e que vou continuar fazendo política, seja municipal, estadual ou federal.

Eu nunca disse que iria ser candidato a deputado federal, falei que vou continuar na política.

Agora, o que eu vou fazer, é muito cedo ainda pra discutir.

A política é muito dinâmica, muda dia a dia.

Então, vamos primeiro concentrar em 2012, para manter a gestão e administração da maneira que nós estamos fazendo em Cuiabá, e aí, sim, 2013 e 2014 nós vamos discutir no futuro.

Diário – Qual o maior legado que o senhor deixa para o próximo gestor? Galindo – Você fazer uma gestão numa prefeitura que não tinha capacidade de investimento, e investir em todos esses setores, é um grande legado.

Tem jeito, sim, é gastar bem o dinheiro público, ter coragem de cobrar do cidadão.

A prefeitura está no rumo certo, não é mais deficitária, é uma prefeitura que paga todas as suas competências dentro do mês.

Em 2005, sequer pagava passe livre para os estudantes.

Na semana passada, sequestraram R$ 3,5 milhões nossos, R$ 3,5 milhões que nós vamos deixar de investir, mas de lá pra cá nós estamos pagando.

Essa briga com a rede de energia elétrica é de 2005 para trás, de lá para cá foram pagos.

A prefeitura está inteira, redonda, na competência do ano, e é este legado que eu deixei.

Agora, você não tem como deletar esse passado, você não tem como jogar fora.

Então, ainda existem consequências desse passado, que você tem que administrar.

Diário – Recentemente, o senhor lançou uma série de propagandas institucionais, divulgando suas ações à frente da prefeitura.

Por que só agora? Galindo – Você tem que economizar, para reformar o centro do idoso, as policlínicas e as demais coisas, e eu economizei.

Agora, o índice de rejeição eu tenho que mostrar também.

A hora em que eu economizei e apliquei essa economia, ninguém me parabenizou.

Agora que eu mostro, você está mostrando.

Mas eu também tenho que mostrar o que eu fiz, porque se não parece que eu não fiz nada.

Eu desafio pegar o histórico da prefeitura dos outros mandatos e pegar o histórico de 2011, e vir discutir aqui, mas com responsabilidade, porque jogar pedra é fácil.

Diário – Mas não tem um repasse destinado exclusivamente pra Comunicação que poderia ser usado para isto? Galindo – Tem um valor destinado para Comunicação.

Mas primeiro tem a questão do ano eleitoral, que você só pode gastar até junho.

Então, nós temos que mostrar até junho o que nós estamos fazendo pela sociedade.

O poder público tem a obrigação de mostrar para a sociedade o que eles estão pagando com os seus tributos e o que está sendo feito de retorno para eles.

E olha o tanto de coisa que foi feito.

Infelizmente, parte da imprensa, que já está fazendo política, não mostra o que está sendo feito.

Ela não mostra que o salário do servidor está sendo pago dentro do mês, que nós ampliamos as unidades do pronto-socorro, que o déficit de Várzea Grande para Cuiabá é de R$ 26 milhões só no ano de 2011.

Ela fala que está um caos, que tem um monte de buracos nas ruas, e tem mesmo.

Ela deve falar e deve orientar.

Agora, ela também tem que passar a seriedade, a evolução e tudo o que nós estamos fazendo.

Em 293 anos de Cuiabá, em 2012 tem o que festejar, com coerência e responsabilidade, e eu tenho que mostrar isso para a sociedade, para ela não acreditar só na mentira, para ela acreditar que tem muita coisa o que fazer.

Não estamos solucionando os problemas de Cuiabá, mas temos condições de solucionar até os 300 anos, se continuar com este tipo de gestão.

Diário – Como ficará a reforma nas secretarias? Galindo – Essa foi tranquila.

A Habitação só mudou de nome para a Secretaria de Cidades, como os demais municípios estão fazendo.

Estou criando a Secretaria da Juventude, com cinco cargos a mais só.

Tem um estudo em nível mundial que mostra que a juventude passa a ter interesse político, então nós temos que incentivar isso daí.

E a Senif, que eu dividi em Serviços Urbanos e Obras, que vai acrescentar mais um secretário.

Mas três secretários deixaram para ser candidatos.

Senão, nada mudaria ainda, porque eles estavam prestando um bom serviço.

O João Emanuel, o Poção e o Dilemário prestaram um excelente serviço para Cuiabá, mas optaram por ser candidatos.

E vou pensar nos substitutos e nos novos secretários na segunda-feira, depois do aniversario de Cuiabá, porque é uma mudança muito tranquila e caseira.

E nós devemos apresentar estes nomes até sexta-feira.

Não tem nenhum nome certo ainda e enquanto isso os adjuntos assumem.

Diário – O atual secretário de Comunicação, Carlos Brito, migrará para a Secretaria de Obras? Galindo – Se ele achar interessante e se for importante para Cuiabá, vai para a Secretaria de Obras, mas nós vamos discutir ainda.

Mas não tem problema nenhum, o Brito tem eficiência em tudo que ele faz.

Ivana Souza – Agência Trabalhista de Notícias, com informações do Jornal online O Nortão