Prefeito petebista de São Caetano quer saldar dívida histórica da cidade

PTB Notícias 4/04/2007, 8:55


O prefeito de São Caetano do Sul (SP), o petebista José Auricchio Junior, pretende realizar um feito inédito antes de chegar ao final de seu mandato, em 31 de dezembro de 2008: saldar a dívida de US$ 20 milhões referente à construção da rodoviária Nicolau Delic.

Trata-se do saldo mais antigo do Executivo, cujo pagamento se estende por 26 anos.

“Trará grande alívio aos cofres públicos.

Trata-se de uma questão histórica para a cidade”, ressalta Auricchio.

A dívida, segundo o petebista, vem sendo amortizada pelos prefeitos em exercício.

A rigor, explica, o débito deveria ser pago até 2009.

“Estamos tentando antecipar o fim desse compromisso para o ano que vem.

“O contrato de empréstimo, feito originalmente com uma rede de bancos europeus, passou para o governo federal no primeiro mandato do tucano Fernando Henrique Cardoso – 1994 a 1998.

À época, o presidente teria refundado a dívida e transferido para o Tesouro Nacional.

“Ele reavaliou todo o débito interno público.

Com isso, os credores externos se tornaram credores do Tesouro e nós, os entes federativos, nos tornamos devedores do governo.

“Semestralmente, a Prefeitura arca com o equivalente a US$ 1, 3 milhão.

Juros e taxas referentes ao empréstimo, explica o prefeito, são descontados mensalmente do FPM (Fundo de Participação de Municípios).

Ele não soube precisar o valor descontado de São Caetano.

Projetos – Auricchio pretende remodelar a atual rodoviária.

Em um dos módulos, planeja integrar os setores rodoviário e ferroviário.

E na segunda etapa, pretende criar uma área para desenvolver projetos para a juventude.

O empréstimo de São Caetano foi contraído em 1981 pelo então prefeito Raimundo da Cunha Leite (MDB) para a construção do Terminal Rodoviário Nicolau Delic.

O acordo foi assinado cinco meses antes dele deixar o Executivo.

O financiamento gerou manifestação à época por parte de vereadores contrários à medida, que ameaçaram uma manifestação em Brasília para impedir o acordo.

Sobre a possibilidade de uma festa para comemorar o término da dívida, Auricchio diz: “Primeiro vamos arrumar o dinheiro para quitar o empréstimo.

“fonte: Jornal Diário do Grande ABC