Prefeitura de Santa Cruz do Sul vai cortar verba para eventos e entidades

PTB Notícias 25/12/2010, 10:34


A Prefeitura de Santa Cruz do Sul (RS), administrada por Kelly Moraes (PTB), vai cortar o repasse de recursos para eventos e entidades a partir da virada do ano.

Do começo do governo Kelly Moraes até agora foram liberados pouco mais de R$ 2 milhões como forma de incentivo, dinheiro que na segunda metade da administração será direcionado para obras de infraestrutura e compra de máquinas e equipamentos.

O orçamento do município para 2011, aprovado pela Câmara nessa quarta-feira, é de R$ 249,9 milhões.

A decisão de estancar a liberação de verba para eventos e entidades foi tomada em uma reunião do Comitê Gestor, conselho que reúne a prefeita, o vice, o procurador jurídico e os secretários de Planejamento, Fazenda e Administração.

Os recursos saíam do caixa da Prefeitura via Secretaria Municipal de Turismo.

A secretária Marla Hansen pede a compreensão da comunidade.

“É uma decisão acertada”, argumenta.

Segundo ela, o dinheiro irá para obras e investimentos em saúde e educação.

Das dezenas de eventos que contavam com financiamento do governo municipal, apenas os dois principais do calendário anual – Oktoberfest e Enart – continuarão recebendo verbas.

“Sem dúvida os eventos são importantes para o desenvolvimento turístico, econômico e cultural do município, mas temos certeza que as entidades encontrarão outras formas de captar recursos e poderão continuar realizando suas atividades”, justificou a secretária de Turismo.

A decisão do governo de estancar a liberação de verba surpreendeu dirigentes de entidades ouvidos nessa quinta-feira à tarde pela Gazeta do Sul.

O presidente da Associação Tradicionalista Santa-cruzense (ATS), Cláudio Mariani, desconhecia a medida.

A entidade é promotora de dois eventos importantes no calendário de Santa Cruz: a Semana Farroupilha e o Rodeio Estadual.

“É uma surpresa.

Mas se a Prefeitura decidiu não apoiar mais determinadas atividades, teremos que encontrar outras formas de financiamento, nem que seja junto ao governo federal.

Teremos que analisar como fazer isso.

“O presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Cláudio Ferreira, considera a medida preocupante.

“A administração vai reduzir uma coisa que praticamente não existe.

Para nós, na verdade, esse corte fará pouca diferença”, diz Ferreira, lamentando que o movimento negro tem recebido pouco incentivo para a criação de políticas públicas no setor.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações do Portal Gaz