Prefeitura de Santa Cruz endurece com empreiteira da rede de esgoto

PTB Notícias 21/01/2009, 14:50


O governo de Santa Cruz do Sul – administrado pela petebista Kelly Moraes – reagiu com uma postura mais linha dura à enxurrada de reclamações com relação à buraqueira deixada nas ruas pela empresa que está implantando novas redes de esgoto na cidade.

Desde o meio da semana passada, além de informar a Prefeitura onde será aberta uma nova frente de trabalho, a Cosate – empreiteira que está prestando serviços para a Corsan – tem que primeiro consertar a pavimentação, deixando a via em perfeitas condições de tráfego, para depois iniciar um novo lote.

Após um levantamento que durou duas semanas, o secretário de Obras e Viação, Lenomar José de Mello, o Chiquinho, apresentou à Kelly Moraes uma estimativa de que precisarão ser gastos R$ 2 milhões para consertar o calçamento e o asfalto de ruas atingidas pelas obras.

Um trabalho emergencial de tapa-buracos já foi iniciado e uma equipe deverá se dedicar nos próximos dias exclusivamente às ruas que acabam de receber novas redes de esgoto.

“Nós e a comunidade não somos contra a obra.

Pelo contrário, queremos que ela seja bem-feita.

É impossível levar até três meses para fechar um buraco na rua”, disse o secretário.

Para ele, o principal problema é que a Cosate está subcontratando pequenas empresas de calceteiros, que somam cerca de 20 operários, enquanto que o ideal seria o dobro.

Na semana passada o assunto foi discutido em uma reunião entre a Prefeitura e a Corsan.

“A coisa estava muito solta, mas agora estabelecemos novas regras e vai funcionar diferente”, disse a prefeita.

Segundo ela, o exemplo mais emblemático foi a Avenida Paul Harris, da esquina com a Rua Ernesto Alves em direção ao Bairro Arroio Grande.

“Fatiaram completamente a rua e demoraram para consertar, complicando o trânsito e a rotina dos moradores”, acrescentou o secretário de Obras.

Segundo Chiquinho, pelas novas regras acordadas com a Corsan, a empreiteira terá que pedir autorização para implantar a rede de esgoto em um determinado trecho da rua.

Será estabelecido um prazo para a execução do serviço, que deverá incluir a imediata reposição da pavimentação.

“Só iremos liberar a execução das obras em outro trecho depois que o anterior estiver pronto e receber o ok da Prefeitura”, anunciou.

O servidor de carreira Dilson Siqueira, novo chefe da divisão urbana da Secretaria de Obras, foi escalado para fiscalizar o trabalho e liberar ou não o lote de obras.

“Depois de pronta, a obra será avaliada pelo Dilson.

Se ficou boa a Cosate continua.

Se não, tem que refazer o calçamento.

” Integrantes da equipe da Corsan que fiscaliza o serviço da empreiteira admitiram ontem que ainda há problemas na reposição do calçamento.

Segundo os técnicos, o governo anterior já havia cobrado mais agilidade no trabalho e agora, com as novas exigências da Prefeitura, o problema deverá ser solucionado.

Escolhida pela Corsan para implantar 32 quilômetros de novas redes de esgoto, a Cosate está desde março em Santa Cruz.

De lá para cá foram executados nove quilômetros de rede e o prazo inicial de um ano será prorrogado.

Ainda não se sabe se as novas exigências vão tornar o serviço mais lento.

Um engenheiro da empresa localizado pela Gazeta do Sul não quis comentar o assunto.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Gazeta do Sul)