Prefeitura de Santo André construirá até 30 abrigos para evitar tragédias

PTB Notícias 25/12/2010, 10:41


Preocupada em evitar novas tragédias, a Prefeitura de Santo André (SP), administrada por Aidan Ravin (PTB), informou ontem, 24/12, que pretende construir até 30 abrigos temporários de madeira para alojar as famílias do Jardim Santo André que não aceitarem o aluguel social de R$ 380.

Ontem, equipes da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacinal e Urbano) passaram o dia em negociação com os moradores que vivem em áreas de risco.

Das 41 casas interditadas, 17 famílias aceitaram o aluguel social no valor de R$ 380.

Ao todo, são 24 residências localizadas na Rua dos Missionários e 17 na Viela Rosa de Saron.

Enquanto os abrigos não ficam prontos, os moradores que não aceitarem o auxílio deverão ser encaminhados a um ginásio esportivo na Vila Sacadura Cabral.

Na quarta-feira, equipes da Defesa Civil de Santo André interditaram 41 moradias localizadas em áreas condenadas por riscos de soterramentos.

Com os laudos deixados pelos fiscais da Defesa Civil aos moradores, os proprietários devem ir ao escritório da CDHU, onde são atendidos pela Assistência Social da Prefeitura.

Lá, podem dar entrada no pedido de auxílio-aluguel.

Todas as famílias cadastradas na CDHU têm direito ao recurso.

Em nota, a companhia informou que a remoção e o abrigo temporário das famílias são responsabilidade da Prefeitura, conforme convênio firmado em janeiro de 2010.

Pelo acordo, a CDHU disponibilizou R$ 24 milhões ao município para o atendimento emergencial a moradores cadastrados.

Os recursos são destinados ao pagamento de aluguel ou à construção de alojamentos provisórios até que seja viabilizado o atendimento definitivo, com a construção de outras moradias pela CDHU.

A Prefeitura, no entando, afirma apenas que age de maneira preventiva para garantir abrigo às famílias e devolve a responsabilidade de remoção para a companhia.

Desde o fim de 2009, a CDHU removeu cerca de 1.

600 famílias de áreas de risco do Jardim Santo André.

Porém, aproximadamente outras 500 se recusam a deixar o local.

Equipes sociais da CDHU trabalham na conscientização dessas pessoas sobre os riscos de permanecer nas áreas de risco.

Apesar do alerta, algumas famílias chegaram a assinar, em dezembro de 2009, um termo de responsabilidade tomando ciência do risco iminente.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações do Diário do Grande ABC