Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho desativará Lixão

PTB Notícias 19/04/2007, 11:36


A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho/PE – administrada pelo petebista Lula Cabral – irá desativar o lixão do município no próximo mês.

O assunto foi destaque durante a oficina sobre Recursos Sólidos, realizada na última terça-feira (17/04) e que contou com representantes dos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife.

O secretário de Meio Ambiente e Saneamento do Cabo, Raimundo de Souza, esteve presente no evento e anunciou a medida.

A desativação do Lixão do Cabo, na localidade conhecida como Pista Preta, tem por objetivo a recuperação da área onde há 15 anos é depositado o lixo do município, além de oferecer maior qualidade de vida à comunidade existente no entorno.

“O aterro provoca diversos impactos ambientais como os danos à bacia hidrográfica do Pirapama, além de arriscar a saúde da comunidade quilombola Onze Negras, vítimas de gases liberados pelo lixo depositado no local”, disse Raimundo de Souza.

A obra que visa a implantação de ações para recuperação da área está estimada em R$ 975 mil.

O processo licitatório iniciará no dia 7 de maio, de acordo com o edital disponível no site da prefeitura ( www.

cabo.

pe.

gov.

br).

O prazo para execução do serviço deverá ser de 12 meses contados a partir da data de recebimento da Ordem de Serviço.

Com a desativação do lixão da Pista Preta, o lixo doméstico (que totaliza 200 toneladas coletadas por dia) e o lixo residual (resultante de podas e construção civil – 193 toneladas) passarão a ser depositados, temporariamente, num aterro sanitário particular em Jaboatão dos Guararapes, município vizinho.

“Isso enquanto não são finalizadas as articulações com o Ministério das Cidades para a construção do aterro compartilhado entre Cabo, empresa Suape e Ipojuca, localizado, na proposta inicial, em Ipojuca, à 25 km do Cabo”, sentencia o secretário.

“O aterro sanitário consorciado diminui os custos e, o mais importante, diminui também os impactos ambientais gerados pelo depósito de resíduos”, disse Raimundo, acrescentando que o aterro compartilhado será urbano e industrial.

O recurso para a construção do aterro em Ipojuca estimado em R$ 10 milhões virá do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, que destina recursos para obras em aterros e desenvolvimentos institucionais.

As obras previstas são: implantação de aterros sanitários, unidades de triagem, drenagem e tratamento de chorume, o líquido resultante da decomposição do lixo.

Já o desenvolvimento institucional inclui a capacitação do corpo técnico dos municípios e dos catadores de lixo.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho)