Presidente busca apoio do PTB e do PL

PTB Notícias 29/06/2006, 18:26


A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Minas Gerais teve como objetivo, além da campanha eleitoral, costurar uma aliança formal no estado e até em âmbito nacional com o PTB e PL.

O presidente veio disposto a persuadir seus aliados a integrar a chapa encabeçada pelo petista Nilmário Miranda.

Para atingir sua meta, Lula convocou o vice-presidente José Alencar e o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia (PTB-MG) .

Até o início da madrugada, os dois escudeiros de Lula estavam reunidos com líderes petebistas.

Os liberais também foram convocados para o encontro, mas não compareceram.

Se a manobra for bem sucedida, poderá se repetir em outros estados e vai garantir mais tempo no programa eleitoral de rádio e TV para Lula nos principais colégios eleitorais do país.

Depois de, publicamente, “puxar as orelhas dos petistas”, afirmando que a aliança com o PMDB é fundamental e não pode haver vetos a nenhum nome, Lula também resolver enquadrar o PL e o PTB, que são seus aliados no plano nacional, mas em Minas estão apoiando a reeleição de Aécio Neves.

Segundo informações dos petebistas, o presidente, preocupado em ampliar o tempo que a coligação PT, PRB e PCdoB terá no programa eleitoral, decidiu comandar pessoalmente a estratégia de atrair o dois partidos para uma aliança formal em Minas e nos principais colégios eleitorais do país.

A idéia poderá ser até mais abrangente e expandir a coligação para o plano nacional.

O vice-presidente José Alencar, que tem um excelente trânsito com os aliados de Lula e de Aécio, foi escolhido para liderar a articulação, com a ajuda do ministro petebista Walfrido Mares Guia.

Os dois se reuniram, na sede da Coteminas (empresa de José Alencar), com o presidente do PTB, deputado federal Romeu Queiroz (PTB-MG) , e o deputado estadual Dilzon Melo (PTB-MG) .

Ainda foi convocado o deputado federal Cleuber Carneiro.

O vice-governador de Minas e presidente do PL, Clésio Andrade, também foi convidado, mas não compareceu.

Entretanto, o liberal poderá usar a pressão petista como um argumento em favor da sua manutenção como vice na chapa do governador Aécio Neves.

“Lula passou um para casa para os petebistas mineiros.

Mas eu não tenho nada com isso.

O partido decidiu não ter candidato a presidente para ter liberdade nos estados de coligar com quem quiser.

Aqui nós somos Aécio Neves e continuaremos sendo”, disse Dilzon Melo, que informou ter sido intimado por Romeu Queiroz a participar do encontro.

A estratégia de Lula, segundo os seus próprios aliados, não teria como objetivo principal enfraquecer a o chamado chapão de Aécio, do qual o PL e PTB já haviam decidido participar.

O objetivo primeiro é aumentar a exposição de Lula por meio dos programas eleitorais estaduais.

Porém, os mesmos aliados reconheceram que o chapão pode estar ameaçado.

José Alencar participou da convenção estadual do PRB, que decidiu pela coligação com o PT para as eleições majoritárias e proporcional.

Ele adotou o discurso dos tucanos mineiros e disse que é necessário que o estado tenha, em 2010, uma candidatura à Presidência da República, para ganhar a eleição.

Jornal Estado de Minas