Presidente do PTB comenta em seu blog sobre alianças nas eleições de BH

PTB Notícias 6/07/2012, 13:00


Leia, abaixo, os comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados nesta sexta-feira (6/7/2012) em seu blog (http://www.

blogdojefferson.

com).

O xadrez mineiro Ao implodir a aliança PT-PSB-PSDB em BH, Aécio Neves assumiu um risco nada desprezível, espera-se que calculado, pois o neto de Tancredo, assim como o avô, não é dado a aventuras.

Com a formação do chapão com o qual tentará reeleger Márcio Lacerda (PSB), Aécio enfrentará seu 1º grande teste na escalada à Presidência.

Se ganhar do condomínio PT-PMDB-PSD, terá vencido sua mais simbólica batalha; caso não, e Serra saia vitorioso em SP, terá dificuldade em fincar sua bandeira rumo ao Planalto.

Impossível não federalizar a disputa em BH, como quer Aécio.

Para que lado vai Pimentel? O ministro Fernando Pimentel, um dos fiadores da aliança implodida, será uma peça importante no xadrez mineiro.

Do grupo adversário do candidato petista à prefeitura da capital mineira, o ex-ministro Patrus Ananias, Pimentel, já foi prefeito de Belo Horizonte.

Como Dilma, de cujo governo é ministro, foi a fiadora da aliança PT-PMDB-PSD, crucial para ela no jogo de 2014, quando tentará se reeleger a um 2º mandato, para que lado penderá Pimentel? Vai fortalecer seu grupo adversário no PT, ajudando a eleger Patrus prefeito, ou seguirá como soldado fiel junto à presidente e amiga?Foi dada a largada! De hoje, início oficial da campanha, até outubro, quando os eleitores vão às urnas depositar seu voto, em cada esquina das principais cidades brasileiras estará sendo disputado o jogo de 2014.

Se até a eleição de Lula dominava historicamente a alternância do café com leite na política brasileira, aos poucos vai se formando o “café com leite e rapadura”, já que o Nordeste já começa a adoçar esta combinação com seus milhões de votos, tornando menos elitista a disputa de poder.

Ecos da implosão PT-PSB Surgiu o primeiro ato de rebeldia explícita contra a direção nacional do PSD comandada por Gilberto Kassab.

Protestando contra a decisão que obrigou o diretório do partido em Belo Horizonte a se aliar ao PT, o secretário estadual de Gestão Metropolitana de Minas, Alexandre Silveira (pró Aécio Neves-Antônio Anastasia, portanto), patrocinou uma situação singular: o PSD apresentou dois registros diferentes à Justiça Eleitoral: um deles, de apoio ao PSB de Márcio Lacerda, o outro, ao PT de Patrus Ananias.

A insubmissão levou o partido a fazer sua primeira intervenção em um diretório, segundo o jornal “Valor Econômico”.

Enquanto há vida há esperança Caiu como uma bomba na CPI do Cachoeira a prisão, por parte da Polícia Federal, de José Francisco das Neves, o Juquinha, ex-presidente da empresa Valec Engenharia, acusado dos crimes de corrupção e formação de quadrilha (a operação, de nome Trem Pagador, teve como foco identificar o patrimônio considerado suspeito de Neves, que chegaria a R$ 60 milhões).

Nomeado ainda no governo Lula, ele foi afastado na esteira da onda da faxina promovida por Dilma no ano passado, que teve início no Ministério dos Transportes.

A notícia causou o maior rebuliço na CPI, facilitando a aprovação da convocação do ex-diretor-geral do Denit Luiz Antônio Pagot.

Embora a Comissão seja considerada natimorta, enquanto as investigações permanecerem em aberto, os fantasmas continuarão a assustar, principalmente aos suspeitos de se envolver com a distribuição de recursos de campanha pelo esquema Dnit-Valec-Delta.

Continuação do epitáfio de um moralista caído Após ver o pedido de sua cassação ser aprovado pela CCJ, o (ainda) senador Demóstenes Torres voltou a discursar no Senado.

Este novo discurso teve audiência ainda menor.

Nas duas primeiras vezes que Demóstenes falou apenas cinco senadores estavam presentes.

Ontem eram apenas três: além da presidente da sessão, a senadora Ana Amélia (PP-RS), estavam lá Eduardo Suplicy (PT-SP) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

E, em determinado momento, todos falavam no celular, indiferentes ao epitáfio que era ali, insistentemente, declamado.

O discurso e a voz O (ainda) senador criticou a CCJ, questionando a colheita das provas pela PF, que alimentam a sua queda, por meios ilegais, sem respeitar as regras de foro e com “escandalosos indícios de fraude”.

Criticou também, e muito, a imprensa, culpada por ele pelo avanço do processo de cassação, e fez uma previsão: “De agora em diante, toda vez que a imprensa falar mal de um senador, a solução será sacrificá-lo antes que as baterias se voltem para o Senado”.

O discurso não traz teorias conspiratórias de outro mundo, pois a opinião publicada pode mesmo ser avassaladora, até para quem é treinado para decidir de forma imparcial.

O problema aqui não é o discurso, é a voz.

Demóstenes quer ser a grande vítima, mas ele tem muitos pecados a pagar.

On the road Enquanto aqui começa hoje a campanha que elegerá prefeitos e vereadores dos 5.

566 municípios brasileiros, nos Estados Unidos o presidente Barack Obama colocou a caravana na estrada na caça aos votos de uma eleição que promete ser disputada com muito sangue, lágrimas e ranger de dentes.

Do ônibus que partiu de Ohio, Obama anunciou um programa de crédito a estudantes com taxas de juros ainda menores, ação que visa combater a bolha do endividamento estudantil, sobre a qual nos referimos ontem aqui no blog.

A situação de Barack Obama não é fácil, e a crise econômica persistente não ajuda; mas seu carisma, somado à antipatia que as ideias elitistas de Mitt Romney (de proteção aos ricos e aos bancos) provocam, pode ajudar a reconduzi-lo à Casa Branca.

Adversário renitente Os Jogos Olímpicos começam dia 27 próximo em Londres.

Após 15 dias de muito esporte, todos os olhos se voltarão ao Brasil, que realizará, num período de três anos, algumas das principais competições mundiais: Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas do Rio de Janeiro (2016).

Diante do pouco tempo que dispomos para organizar tantos eventos, é preocupante a notícia de que quatro dos principais aeroportos brasileiros ainda não iniciaram as obras de ampliação dos terminais de passageiros.

Guarulhos (SP), Brasília, Campinas (SP) e Confins (MG), que têm obras orçadas em cerca de R$ 2,8 bilhões, não avançaram um parafuso sequer por não possuírem licenças ambientais.

É a burocracia derrotando o progresso.

Já não era sem tempo.

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E a Fifa rendeu-se à tecnologia.

Após tantos gols polêmicos, a entidade máxima do futebol decidiu que irá implantar um sistema que permitirá detectar se a bola ultrapassou de fato a linha do gol.

Pela novo sistema, quando o gol for marcado, um alerta será enviado ao árbitro e auxiliares por meio de um sinal vibratório, com uma mensagem sendo exibida nos relógios.

Dessa forma, eles poderão saber de imediato se o gol é válido ou não.

A mudança ainda é pequena e será testada em algumas competições, como o Mundial de Clubes no final do ano, mas não deixa de ser uma boa notícia para os amantes do futebol saber que enfim algumas adaptações serão realizadas para tornar menos injustos os resultados.

Parabéns aos velhinhos da Fifa.

Na era em que vivemos, não há mais condições para que o futebol seja jogado com regras do século 19.