Presidente do PTB diz que a tal “jornada de lutas” da CUT é pura espuma

PTB Notícias 18/07/2012, 18:55


Leia, abaixo, as os comentários do Presidente do PTB, Roberto Jefferson, publicados nesta quarta-feira (18/7/2012) em seu blog (http://blogdojefferson.

com).

Endurecer sem perder a ternura A LDO foi aprovada sem previsão de reajuste para servidores e aposentados que recebem mais de um salário mínimo.

Apesar de cercada por greves e manifestações de categorias como professores e servidores dos mais diversos órgãos públicos (hoje haverá a chamada “Marcha sobre Brasília”, promovida pelas centrais), Dilma pretende jogar duro, até cortando o ponto.

Ela sabe aonde está pisando: apesar de gritar aqui e ali, as centrais sindicais não vão sair Brasil afora fazendo campanha contra o governo.

A tal “jornada de lutas” da CUT é pura espuma.

Nome errado A “Marcha sobre Brasília” é a primeira que a entidade vai realizar sob o comando do seu novo presidente, o bancário Vagner Freitas.

Ao ser eleito, no último fim de semana, Vagner afirmou que a entidade se engajará nas campanhas salariais dos servidores públicos “contra o discurso do arrocho praticado pelo governo federal”.

Mais à frente, disse que “a CUT vai aprofundar o diálogo com a sociedade civil, fortalecendo ainda mais a aliança com os movimentos sociais, para impedir o retrocesso defendido pelos tucanos e sua política de desmonte do Estado, de privatizações e terceirizações”.

Um desavisado poderia acreditar que a maior central sindical do Brasil está disposta a ir à luta contra gregos e troianos na defesa dos trabalhadores.

Ledo engano.

Na luta que interessa às categorias por reajustes salariais, a crítica é ao “governo”, uma entidade sem nome e sem rosto.

Já contra os tucanos, a campanha é aberta, tem endereço certo e nome próprio: evitar a eleição de Serra em São Paulo.

A CUT seria mais honesta se trocasse seu nome para “CUPT”.

Para todos os gostos O PSDB veio para o baile a fim de defender seu governador (Marconi Perillo), que por sua vez continua a ser alvo de perigosas notícias da CPI do Cachoeira.

Mas a defesa foi, na verdade, um ataque.

Aliás, um ataque a tudo e a todos.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, adotou o discurso da “ação orquestrada”, que teria como autores a presidente Dilma, parcela da Polícia Federal, “a internet”, a CUT, a UNE, o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu.

Ou seja, teve ataque para todos os gostos, mirando “a internet” para quem gosta de um controle de informação, Lula e Dilma, para os antipetistas, CUT e UNE para quem se diverte com o partidarismo escancarado dessas instituições e até Zé Dirceu, para quem está na expectativa do julgamento do mensalão.

A defesa tucana teve ataques variados, só não teve defesa.

Ex-herói A PF, paladina da justiça em tempos de Big Brother e Guardião, virou bandida no discurso tucano.

Junto com Dilma, ela foi apontada como culpada pela seleção das informações que estão vazando.

Mas não é de hoje que, neste Big Brother alimentado pelo Guardião, a PF tem suas próprias leis.

Para tirar a PF do posto de herói, na qual foi colocada também pela oposição, que comemora e surfa a cada desmando que cai sobre o colo do governo (vide aloprados e a foto de seu dinheiro, que até hoje alimentam debates) não basta apenas reclamar quando o poder concursado pisa no calo errado.

Vítima das circunstâncias A PF, aparelhada por Lula e que obedece ao governo, tem muito, mas muito de errado em seu tom invariavelmente midiático, alimentado pelos vazamentos de grampos e dados sigilosos.

A CUT e a UNE, que vira e mexe parecem ser nada mais do que o quintal do PT, também merecem críticas.

Mas “a internet” não merece levar bordoadas tucanas.

Ela é o palco maior e mais bem autoprotegido para o exercício da liberdade de expressão de pensamento, qualquer pensamento que seja, e que ultrapassa em muito até mesmo a liberdade de imprensa.

A internet, de fato, tem de tudo e por isso mesmo merece proteção, não bicadas e ataques a título de defesa.

Ele fica Como a defesa tucana foi só ataque e nada de defesa e explicações é bom avisar Perillo que ele continua como alvo da CPI do Cachoeira.

Pelo menos por ora, pelo menos enquanto o PT confiar que ele disputará espaço com o julgamento do mensalão.

Ganhador Por fim, é de se apontar que, por enquanto, Lula acertou ao apostar que ia dar tucano no jogo do bicho.

Os tucanos estão mesmo alvoroçados.

Apenas coincidência? No mesmo dia em que os advogados de Carlinhos Cachoeira apresentaram petição na Vara Federal de Goiás para tentar adiar a audiência para que o bicheiro seja interrogado pela justiça (agendada para 24 e 25 de julho), assim como renovaram seu pedido de liberdade, foi assassinado em Brasília o policial federal Wilton Tapajós Macedo.

Ele integrou a equipe de investigadores da Operação Monte Carlo, que esquadrinhou os negócios suspeitos da quadrilha de Cachoeira.

Wilton foi encontrado morto com um tiro nas proximidades do túmulo de seus pais, no Campo da Esperança, cemitério de Brasília, e os policiais que investigam o caso não sabem ainda se ele estava visitando o túmulo ou se foi morto em uma emboscada.

Depois deste assassinato, dificilmente a Justiça atenderá o pedido de soltura do bicheiro.

Briga de canetas (1) Com uma canetada o prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, deu seu partido e respectivo tempo de TV para o candidato petista Patrus Ananias em Belo Horizonte.

Também com uma canetada o juiz eleitoral de lá deu o PSD e tempo de TV para o candidato dos tucanos, Márcio Lacerda.

Mas a briga de canetas não terminou aí.

Kassab anunciou não só que irá recorrer, “até a última instância”, da decisão, como também que “o Patrus vai contar com o apoio e o tempo de televisão do PSD”.

A briga ainda não terminou e Kassab confia que, longe de Aécio, a Justiça Eleitoral carrega outras canetas no bolso.

Briga de canetas (2) Os tucanos mineiros, contudo, estão confiantes de que, de caneta em caneta, ficarão com o tempo do PSD.

O deputado federal Marcus Pestana, presidente do PSDB em Minas, desafiou Kassab, afirmando:”Pois que recorra.

Justiça é para isso mesmo”.

Conta o “Estadão” que a confiança tucana vem não apenas da causa em si, já que acreditam que Kassab desrespeitou o estatuto do PSD que diz que só a executiva nacional do partido, composta por 25 dirigentes, tem poderes para intervir em diretórios municipais e que, portanto, a intervenção kassabiana foi ilegal.

Vem também da assessoria tucana em direito eleitoral.

E não é para menos, já que Pestana ouviu de seus advogados que “a decisão da justiça é sólida e irreversível”.

Cada vez mais as eleições não são só das canetas, mas especialmente de advogados e juízes.

Mais uma de Maia A aprovação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi uma vitória pessoal do presidente da Câmara, Marco Maia.

O deputado costurou todos os acordos possíveis para viabilizar a votação, inclusive prometeu mobilizar sua assessoria para acompanhar o cronograma de liberação de emendas parlamentares pelo Palácio do Planalto.

Maia também obteve do governo o recuo na disposição de tentar garantir na LDO a permissão para execução de investimentos, como os do PAC, que não estão previstos no Orçamento da União.

Como não havia quórum e a oposição não arredou pé, as lideranças governistas abriram mão do dispositivo que flexibiliza a utilização de dinheiro carimbado no programa.

Maia foi todo “love” com Dilma, mas teve o bom senso de não entregar tudo de mão beijada para a amada.