Presidente do PTB diz que governo usa argumentos falsos sobre CPMF

PTB Notícias 11/12/2007, 13:18


MentiraO argumento demagógico de que a CPMF é benéfica para os mais pobres e que, por isso, só as malvadas “elites” seriam contrárias a sua prorrogação, cai por terra a partir de estudos da Fecomercio de São Paulo e da Fipe da USP, divulgados hoje pela Folha de S.

Paulo.

Pelas contas dos especialistas, os brasileiros vão fechar o ano tendo gasto mais com a CPMF que com arroz, feijão e leite.

E o peso da carga tributária, para as famílias que ganham até dois salários mínimos, é de nada menos que 45,8% da renda, enquanto para as que ganham mais de 30 salários mínimos significa 16,4% da renda.

Ou seja: se a matemática não foi revogada, estão querendo enganar com palavras melífluas, mas mentirosas, justamente aqueles que apregoam beneficiar.

O amanhã que nunca chegaO governo quer, mais uma vez, adiar a votação da CPMF no Senado.

Diz que ainda não tem os 49 votos necessários para prorrogar o imposto e, sem eles, a solução seria esperar mais um dia, e mais um, e mais outro.

Assim, a votação fica sempre para amanhã.

O governo quer, na verdade, vencer os senadores pelo cansaço.

Já conseguiu cansar nós, meros mortais brasileiros, que ficamos aqui, esperando o mundo acabar, como promete Lula e seus ministros, quando a contribuição provisória deixar de existir.

ExaustãoCansaço é pouco – ninguém agüenta mais ouvir falar da votação da CPMF.

Mas, nos jornais, a incompetência do governo em conseguir os votos necessários toma conta das páginas.

E enquanto o governo não consegue aprovar sua contribuição nada provisória, a oposição também não consegue derrubá-la.

E como o governo não para de jogar para amanhã a votação no Senado, o novo plano da oposição é jogar a votação para um amanhã bem distante, lá no ano que vem.

Se a manobra tiver sucesso, os bolsos do governo ficarão em torno de R$ 15 bilhões mais magros – numa estranha inversão, de dia em dia, a galinha governamental esvazia o papo.

Ou seja, o assunto parece longe de acabar e há cada vez mais chances de entrarmos em 2008 falando da contribuição.